Rio Grande do Sul irá manter critérios de isolamento

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Decisão de não alterar confinamento tem relação com ocupação dos leitos de UTI do SUS

Governador anunciou manutenção em transmissão via redes sociais – Crédito: Reprodução

Os critérios de isolamento no Rio Grande do Sul não devem ser alterados. O Ministério da Saúde determinou que, a partir da próxima segunda-feira, dia 13, municípios e estados que não ultrapassaram o percentual de 50% de ocupação dos serviços de saúde, durante a pandemia do novo coronavírus, podem iniciar uma transição para um formato onde apenas alguns grupos ficam em isolamento. Aqui no Estado, até o momento, as medidas não devem ser alteradas. Isto porque, conforme anunciado pelo governador Eduardo Leite em uma transmissão ao vivo pela internet nesta terça-feira (7), cerca de 60% dos leitos de UTI, do SUS, estão ocupados neste momento.

Conforme o Ministério da Saúde, como o SUS é tripartite e funciona entre Governo Federal, Estados e Municípios, cada esfera tem autonomia para tomar decisões que estão sob a sua gestão. Ou seja, cada município poderá definir o critério de distanciamento social com base no cenário local. Em Porto Alegre também nenhuma alteração deve ocorrer pois, segundo a Secretaria Municipal da Saúde, a ocupação dos leitos chega a pelo menos 80%, sendo 68,95% nas UTIs da Capital.

O governador Eduardo Leite afirmou que é válida a discussão sobre uma política de distanciamento social. “É pertinente que haja, a partir de critérios, a definição de isolamento social, a questão objetiva é que esses critérios, para serem utilizados, precisam ser bem apurados bem estruturados num sistema de monitoramento confiável”, afirmou. Segundo ele, é preciso que os hospitais, sejam eles públicos, filantrópicos ou privados, colaborem com o envio de informações.

“Precisamos de todos eles trabalhando junto conosco, lançando as informações, para que, com esses dados, possamos tomar decisões de encaminhamento de materiais, de equipamentos, de leitos, e também as decisões que envolvem a política de distanciamento social, que não pode ser acanhada, e com isso permitir a disseminação do vírus, mas também não pode ser super dosada e com isso provocar efeitos colaterais para além do que é razoável”, reforçou. Conforme Leite, para que o governo do Estado possa definir essa política da forma mais precisa, mais bem apurada, é necessário o envio dos dados e das informações das unidades hospitalares.

“Então com os dados que nós esperamos ter dos testes feitos pela UFPel na primeira rodada da pesquisa de prevalência, com os dados dos exames sendo apurados pela nossa contratação de laboratórios privados e pelo Lacen/RS, com os dados das internações sendo lançados corretamente pelas unidades hospitalares, nós vamos ter essas informações para tomar as decisões em relação à política de distanciamento social”, enfatizou. Ainda de acordo com Leite, a linha adotada pelo Ministério da Saúde é válida, mas precisa, antes de ser implantada, da segurança na informação e nos dados. “E dados rápidos porque não podemos adotar uma política de distanciamento social com base em dados que demorem para ser atualizados, por isso primeiro nós precisamos acelerar o processo de apuração das informações, para conseguirmos acelerar a tomada de decisões”, ressaltou.

Conforme o Ministério da Saúde, as medidas de distanciamento social visam, principalmente, reduzir a velocidade da transmissão do vírus. Elas não impedem a transmissão. No entanto, a contaminação ocorrerá de modo controlado em pequenos grupos. Com isso, o sistema de saúde terá tempo para reforçar a estrutura com equipamentos (respiradores, EPI e testes laboratoriais) e recursos humanos capacitados (médicos clínicos e intensivistas, enfermeiros, fisioterapeutas, bioquímicos, biomédicos, epidemiologistas etc.).

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