PORTÃO – Vereadores autorizam o Município a comprar vacinas

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Parlamentares aprovaram medida de forma unânime

Vacina em pauta na Câmara – Crédito: Divulgação

Em sessão extraordinária realizada na manhã da última segunda (8), a Câmara de Portão aprovou por unanimidade o Projeto de Lei 10/2021, que autoriza a Prefeitura a adquirir vacinas para enfrentar a pandemia da Covid-19. “Com o aumento de internações e o agravamento da doença, há a necessidade de medidas locais que possam impactar, de forma eficaz, a propagação do vírus”, argumentou o prefeito Kiko Hoff (PDT) na justificativa ao texto.

Em plenário, João Pedro Gaspar dos Santos (PT) ressaltou que a imunização em massa da população é o único meio de superar o colapso hospitalar e a forte restrição de atividades. “Todos os vereadores apoiam esse movimento iniciado por mim e o Roberto [presidente], que levamos a ideia ao Executivo e inclusive colocamos à disposição as economias da Câmara, que certamente passarão de um milhão de reais este ano”, afirmou o legislador, que também lamenta a inoperância do governo federal quanto à compra de vacinas.

Na mesma linha, Márcio Lacerda (PDT) comentou que se a União tivesse cumprido o papel que lhe compete, segundo o Programa Nacional de Imunizações, a mobilização dos prefeitos não seria necessária. “Agora, os municípios são obrigados a correr atrás, principalmente os menores, que ficarão para depois na hora de receber as doses. A vacina é nossa única saída”, constatou.

Prefeitos unidos 

José Volmar Wogt (PDT), o Zé Toquinho, enalteceu a iniciativa da Frente Nacional dos Prefeitos, que se articula, ao lado das Câmaras de Vereadores, para adquirir os imunizantes. “Hoje não estamos votando um valor, uma quantidade de vacinas, mas apenas autorizando o prefeito a formar um consórcio junto a outras prefeituras. É um grande avanço. Estamos unidos no combate à pandemia”, opinou.

Dioni Bandeira (SD) enfatizou que a votação do PL precisa ser não apenas um ato simbólico, mas principalmente trazer resultados, porque a população tem sofrido muito ao adoecer e, ao mesmo tempo, não ver a campanha andar rápido. “Até hoje, Portão recebeu cerca de 1.500 doses do governo federal, sendo vacinados 1.393 portonenses. É uma questão urgente”, observou.

Adair Rocha (MDB) salientou que a comunidade vive um momento de muita angústia pelo avanço da doença sem que a imunização ande no mesmo ritmo. “O poder público, neste momento, precisa se irmanar. Não temos que procurar culpados, ver quem fez ou deixou de fazer. Até porque a vacina não é garantia de que você ficará imune. Mas, sim, nós precisamos lutar pela prevenção, e vacinar logo as pessoas.”

Colapso dos hospitais 

Na visão de Joice Dillenburg (PDT), enquanto não houver cobertura vacinal entre 50% e 70% da população, a situação crítica hoje enfrentada — alta mortalidade e colapso na rede de saúde — vai persistir. “A vacina não garante a imunização, porém a chance de a pessoa contaminada precisar de UTI é muito pequena. Há crise na saúde e na economia, e somente a vacina vai nos permitir a retomada”, defendeu.

Cléo do Liberdade (PDT) deixou claro que, apesar da aprovação do PL pelo Legislativo, as doses ainda não estão à disposição dos prefeitos. “Falta vacina no mercado, mas este esforço dos vereadores e do prefeito é importante, porque pode trazer um resultado logo ali na frente. Não estamos de braços cruzados”, ressaltou.

O presidente da Casa, Roberto Leitão (PT), garante que todos os esforços ao alcance do Município estão sendo realizados. “Se vários municípios se juntarem em consórcio, aí eles têm condições de competir com outros maiores”, comparou. Quando o mercado tiver o produto à disposição em grande escala, os municípios conseguirão comprá-la, disse o líder do Legislativo.

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