Pandemia do Coronavírus impõe novas formas de celebrar o Dia das Mães

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Mesmo com o isolamento social, o importante é reforçar laços de afeto e criar maneiras de se fazer presente  

Se reunir e conversar entre os familiares é uma saída para o dia das mães em época de isolamento social – Crédito: Getty Images

Uma data especial que não pode passar em branco. O Dia das Mães ganha novos significados em tempo de coronavírus. Em muitas famílias, essa será a primeira vez em que a ocasião é experimentada à distância. Fundamental é perceber que o afastamento social não é o mesmo que isolamento emocional. Sentimentos como o respeito, a admiração, o carinho e o amor incondicional parecem potencializados quando não se está por perto – se tornam ainda mais importantes, urgentes. Quando o beijo e o abraço apertado não podem fazer parte do presente, mães e filhos reinventam as formas para estar juntos, ainda que separados.

Ressignificar 

Dia das Mães geralmente é uma data de superlativos. Shoppings e lojas lotados, movimento intenso no comércio, restaurantes, em locais públicos ou com muita gente junta nas residências. Reunião de pessoas especialmente perigosa em tempos de pandemia, quando um ponto essencial é evitar aglomerações. Por isso, a palavra de ordem é ressignificar. É o que diz a pedagoga Luzia Umbelino Borges. “Estamos em um momento bastante delicado. Perdemos o direito de ir e vir, uma verdadeira luta pela sobrevivência. Algo complicado principalmente para as mães que estão no grupo de risco. O sentimento que une pais, mães e filhos é muito forte. Com a pandemia, o que queremos, mais do que nunca, é que nossos filhos estejam bem, em segurança, protegidos, sem nenhum sintoma”, declara.
“Temos a oportunidade de perceber a importância do outro. Mais do que nunca saber que somos uma rede, que um precisa do outro”, continua. Em uma data que celebra o amor e a gratidão, para Luzia o real significado passa por ceder, iluminar, abençoar, mandar boas vibrações. “E pedir aos nossos filhos que cuidem-se. Esse é o maior presente. Se estiverem bem, estaremos realizadas.”

Compras on-line  

Quem não gosta de deixar a data passar sem um presente físico, o isolamento social pode ser um empecilho para a ida ao comércio. Uma alternativa é a compra pela internet. Quem comprou presentes on-line deve ficar atento para que seu direito como consumidor seja garantido. Quem ainda vai comprar é bom avaliar a veracidade dos sites, se há selo de segurança e também situações como preços, prazos de entrega e como fazer trocas de produtos, se for necessário.

Especialista em defesa do direito do consumidor, o deputado federal Celso Russomanno (Republicanos-SP) sugere que antes de decidir fazer uma compra pela internet é importante fazer um levantamento das informações da empresa. “Verifique se no site há o endereço físico do estabelecimento, o CNPJ, a inscrição estadual e um telefone físico. Se possível, verificar por meio do Google Maps, se o estabelecimento tem estrutura necessária para entregar o que está vendendo. Fique atento com empresas que oferecem produtos pela metade do preço do que está sendo praticado no mercado. Numa situação dessa, desconfie e evite a compra”, orientou.

Russomanno frisou, ainda, sobre as melhores formas de pagamentos por um produto na internet. “Aconselho a pagar com o cartão de crédito, nunca com boleto bancário, e que seja parcelado em quantas vezes for possível, sem pagamento de juros. Dessa forma, a pessoa está se resguardando em caso de problema com o recebimento da compra. Pois em caso de não receber, a pessoa pode cancelar a compra e de certa forma está protegida pelo cartão de crédito. Comprar por meio de redes sociais não é tão seguro. Temos quantidades enormes de denúncias de pessoas que fizeram compras por estes meios e não receberam seus produtos”, disse.

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