PAÍS – Governadores querem que auxílio emergencial seja de R$ 600

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Comandantes de 16 estados assinaram a carta enviada aos presidentes da Câmara e do Senado 

Flávio Dino, governador do Maranhão, é um dos que assinam a carta – Crédito: AgB

Governadores de 16 estados divulgaram uma carta dirigida aos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), em que pedem o aumento do valor do auxílio emergencial, cuja nova rodada de pagamento deve começar em abril, com um total de quatro parcelas. Assinam o documento os governadores de Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe.

Segundo a medida provisória encaminhada pelo Executivo ao Congresso, o benefício será de R$ 150, R$ 250 ou R$ 375, dependendo da composição de cada uma dos 45,6 milhões de famílias que deverão ser beneficiadas. Na carta, os governadores pedem que o valor volte a ser de R$ 600 e com os mesmos critérios de pagamento do ano passado, menos rigorosos que os de agora.

Justificativas  

Na correspondência, os gestores citam como justificativas para o aumento do valor do auxílio as cerca de 300 mil vidas perdidas para a covid-19 no Brasil, o esgotamento das redes de saúde em quase todas as unidades da Federação e o atraso na vacinação contra o novo coronavírus.

“Agir contra esse cenário requer medidas sanitárias e garantia de uma renda emergencial. Somente com essas medidas seremos capazes de evitar o avanço da morte. Por isso, entendemos que a redução dos valores do auxílio emergencial é inadequada para a eficácia da proteção da população. Enquanto a vacinação não acontecer em massa, precisamos garantir renda para a população mais vulnerável”, diz um trecho do documento.

Responsabilidade  

Os gestores acrescentam que reconhecem a importância de o país não se desviar do compromisso da responsabilidade fiscal, porém, afirmam que “é importante entender o esforço de mitigação da crise atual para os mais vulneráveis como extraordinário e temporário”.

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