NOVO HAMBURGO – Moção critica processo de privatização da Corsan

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Moção elaborada por Ênio Brizola será endereçada a Eduardo Leite  

Ênio Brizola, autor da moção – Crédito: Divulgação

Em março, o governador Eduardo Leite oficializou a intenção de desestatizar a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), atualmente responsável pelo abastecimento de água e tratamento de esgoto em 317 cidades gaúchas. O objetivo é realizar a abertura de capital e vender o controle acionário da empresa. Contrário à decisão, o vereador Enio Brizola (PT) elaborou moção de repúdio ao processo de privatização. O parlamentar destaca a Corsan como uma empresa eficiente e lucrativa e aponta possíveis prejuízos para a população caso o Estado entregue o comando da instituição. A moção, aprovada por 8 votos a 5 na sessão desta quarta-feira, 7, será agora endereçada ao governador. 

O texto menciona que, antes de assumir o cargo, Eduardo Leite comprometeu-se a não privatizar a Corsan. “Agora, com pretensões eleitorais nacionais, busca cacifar-se com o mercado financeiro entregando os bens de nosso estado”, sugere Brizola. Durante seu pronunciamento em março, Leite reconheceu sua posição inicial contrária à desestatização, mas afirmou que o novo Marco Legal do Saneamento Básico, aprovado pelo Congresso Nacional no ano passado, alterou o cenário. O governador argumenta que a privatização prepararia a Corsan para cumprir as novas exigências trazidas pela legislação. 

Discordância  

Brizola discorda e diz faltar vontade política. “Só nos últimos quatro anos, a Corsan deixou mais de R$ 1,2 bilhão de lucro nos cofres do Estado. E a Corsan tem experiência, capacidade e corpo técnico e funcional preparado para cumprir e atingir todas as metas do saneamento básico no Brasil”, afirma o vereador.

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