Novo Hamburgo intensifica fiscalização e prevenção em um ano de pandemia

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Primeiro caso de paciente infectado ocorreu em 29 de março de 2020, logo após o registro da primeira morte no país  

Leitos de UTI foram ampliados em mais de 330%, leitos clínicos criados e estrutura expandida neste período – Crédito: Lu Freitas

Quando o primeiro caso de Covid-19 foi registrado entre os hamburguenses, em 29 de março de 2020, a cidade já vivia uma rotina diferente, de apreensão, pois a doença já assustava com sua força demonstrada na Europa depois de ter surgido em Wuhan, na China. O alerta em Novo Hamburgo começou ainda em janeiro do ano passado e, imediatamente, foram tomadas providências. De lá para cá, os leitos de UTI foram ampliados em mais de 330%, além de mais de uma centena de leitos clínicos, da criação e ampliação da estrutura de triagem, constantes adequações no plano de contingência, implantação do plano de imunização e intensas campanhas de conscientização.

“Eu gostaria, muito, que houvesse neste momento, vacina para todos. É um esforço do qual não nos cansamos e queremos ver o maior número possível de hamburguenses imunizados contra esta doença que tanta dor e tristeza já causou. O ritmo de vacinação é estabelecido conforme o envio de doses pelo Ministério da Saúde e, infelizmente, ainda está lento no País”, afirma a prefeita Fátima Daudt.

Ao olhar para este primeiro ano de pandemia na cidade, a prefeita ressalta o empenho do Município para não deixar nenhum hamburguense sem atendimento e exalta o trabalho dos profissionais da saúde. “São eles nossos heróis. Abriram mão de suas vidas pessoais, sem medir esforços para estar a favor da vida”, salienta, reforçando pedido para que todos, inclusive quem já foi vacinado, siga com os cuidados individuais: usa máscara, lavar as mãos com frequência, sempre que possível com álcool gel, e evitar aglomerações.”

O secretário municipal de Saúde, Naasom Luciano, completa destacando o trabalho de vacinação. “Importante que a comunidade entenda nossa organização. Quando realizamos os drives, há doses suficientes para todos que estão sendo chamados. Esta é uma luta de todos os hamburguenses”, enfatiza.

Mobilização  

Novo Hamburgo entendeu e deu ouvidos ao alerta de janeiro de 2020, três meses antes do primeiro caso no Rio Grande do Sul, quando um caso suspeito surgiu na cidade (um empresário vindo da Itália, onde a doença já era uma realidade assustadora). Imediatamente, a Prefeitura começou a treinar profissionais da saúde e donos de estabelecimentos como restaurantes, bares e hotéis para que adotassem medidas de proteção sanitária.

Passado um ano do início da pandemia do coronavírus, e da primeira morte no Brasil, registrada em fevereiro de 2020 em São Paulo, o contexto mundial ainda preocupa bastante, e Novo Hamburgo segue, assim como aconteceu durante todo o ano de 2020, aperfeiçoando e reforçando toda a estrutura no enfrentamento ao inimigo que sofreu mutações e ainda espalha medo, de modo que em nenhum momento, houve falta de atendimento para os hamburguenses.

Num grande esforço para atingir o máximo de pessoas, o plano de imunização segue entre os grupos prioritários, e a esperança de aumentar esses números segue na proporção inversa do aumento de infecções, internações e óbitos em Novo Hamburgo. Até sábado (27) já foram aplicadas 31.423 doses de vacina contra a covid-19 no município, num processo que teve início em 19 de janeiro, quando a primeira dose foi aplicada em solo hamburguense. A Central de Fiscalização especialmente criada para agir durante a pandemia, conta com ação da Guarda Municipal junto às outras forças de segurança (Brigada Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros), e atua fortemente com interrupções de festas e aglomerações mediante denúncias da comunidade.

O pior momento  

Março de 2021 é o pior momento da pandemia, não somente em Novo Hamburgo, mas no Estado e no Brasil todo. Recordes de mortes e ocupação de leitos clínicos e de UTI configuram um cenário de medo e incertezas e o Rio Grande do Sul decreta bandeira preta em todo o seu território. Nesse contexto, Novo Hamburgo amplia para 43 o número de leitos de UTI e aumenta a área física para oferecer mais leitos clínicos no Hospital Municipal, o Centro Covid registra atendimento diário de 150 pessoas. No entanto, os problemas são potencializados pela dificuldade em contratar profissionais da saúde.

A Prefeitura volta a intensificar a distribuição de máscaras e álcool gel à população em situação de vulnerabilidade, com material informativo com orientações para evitar o contágio pelo novo coronavírus. A vacinação avança no modelo drive-thru e postos de saúde também fazem agendamentos para integrantes dos grupos prioritários que não puderam comparecer às ações de drive realizadas nos pavilhões da Fenac. Junto a essa mobilização, a Prefeitura promulga lei que autoriza a participação do Município em consórcios para compra de vacina.

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