Novas Placas do Mercosul, uma novela sem início, meio ou fim.

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Crédito: Divulgação.

Estamos assistindo diariamente mudanças sobre este tema. Já estamos na quarta mudança no cronograma de adoção da placa, já usada na Argentina e no Uruguai. ” O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) adiou novamente nesta sexta-feira (28) a implantação das placas padrão Mercosul. Os motoristas brasileiros não serão obrigados a trocar as placas dos veículos para se adequar ao padrão Mercosul até 2023, conforme prevê a resolução 729 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito). O prazo final inicial era dezembro de 2018, mas uma série de liminares e discussões fez, com que a implantação completa da placa tenha sido adiada, no fim do ano passado, para 30 de junho de 2019. Segundo ele, as novas placas só serão obrigatórias nas transferências de veículos usados e na compra de carros novos, palavras usadas na audiência da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, os carros novos e em processo de transferência, a resolução não deve sofrer alterações e ser implementada até 1º de setembro de 2018. As placas padrão Mercosul bloco formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, têm quatro letras, três números, itens de segurança e permitem o rastreamento dos veículos e clonagens. No Brasil, selos identificarão o Estado e o município dos veículos. Ainda não se sabe se outras regiões irão adotar a mesma política de preços do Rio de Janeiro. Isso porque os Detran de cada Estado têm autonomia para cobrar um valor diferente. Em São Paulo, o custo da atual placa é de R$ 128,68, estamos apenas citando um exemplo. Pois pode mudar de estado para estado. O que gera dúvidas é a troca integral da placa. Anteriormente era possível trocar apenas a tarjeta com a inscrição do estado e cidade nas placas antigas, mas as placas novas terão estas informações impressas na mesma. Por conta disso, mudar de cidade implicaria em mudanças no QR Code exclusivo que fica gravado no canto inferior da placa, exigindo sua atualização. No entanto, como o novo sistema possui outra sequência de números e letras é provável que no futuro o governo opte pela obrigatoriedade para que todos os carros restantes troquem as placas, para completar a padronização da frota até 2023. Ressaltamos que, ao contrário do que aconteceu na migração das placas amarelas para cinzas, o proprietário não poderá mudar a sequência da placa do seu veículo na troca.

Nas placas antigas essa identificação era feita pela cor de fundo e pelo tom das letras. No padrão Mercosul o fundo será sempre branco, somente a borda e as letras irão mudar de cor. A maioria das placas vai apenas migrar a cor que era usada no fundo para as letras. Em veículos de teste a borda e os caracteres serão verdes, enquanto ônibus, caminhões e táxis usarão o vermelho. Os colecionadores de carros antigos, porém, usarão caracteres cinzas, já que o preto é exclusivo dos automóveis comuns. Somente um grupo de veículos deve adotar a nova placa do Mercosul.

São estes do grupo:  

  • Carros novos
  • Veículos que passaram por transferência de proprietário
  • Veículos que passaram por mudança de município
  • Veículos que trocaram de categoria (um táxi que vira um carro de passeio, por exemplo)
  • Veículos cuja placa atual não foi aprovada em vistoria e/ou está ilegível ou danificada.
  • A nova placa, porém, tem as mesmas dimensões da atual: 40 cm de largura por 13 cm de altura.

Como dissemos acima, após uma mudança do Contran, a nova placa não terá mais os símbolos que permitiriam a identificação de local de registro do veículo. Quem quiser trocar a placa, pode fazê-lo, sem restrições. Vamos aguardar os próximos capítulos desta novela!

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