Moradores de Capela de Santana dizem “não” ao possível pedágio

Compartilhe:
Email this to someone
email
Share on Facebook
Facebook

Ato pacífico contra a instalação perdurou por 1h, na ERS-240 

Residentes de Capela de Santana protestaram, no fim da tarde desta terça-feira (6), na ERS 240, contra a possível instalação de uma praça de pedágio em Capela de Santana, no Vale do Caí. O prefeito Alfredo Machado e o presidente da Câmara, Oziel Rangel, convocaram o ato. Demais vereadores do município e diversos manifestantes participaram do ato que durou 1h e ocorreu no quilômetro 25 da ERS 240, no bairro Divisa.

Durante todo evento, a manifestação, que foi acompanhada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), não chegou a bloquear o tráfego de veículos. “Realizamos o ato no acostamento e em parte de um terreno às margens da estrada. Não queríamos atrapalhar o ir e vir de ninguém. Se manifestar é direito. Mas com responsabilidade”, destacou o presidente da Câmara, Oziel Rangel. Além das autoridades de Capela de Santana, representantes dos municípios próximos, como Montenegro e São Sebastião do Caí, também estiveram no local.

Petição 

Executivo e o Legislativo da cidade lançaram, de forma conjunta, uma petição pública online pedindo que o pedágio não seja instalado na cidade. A cidade ainda será palco de uma audiência pública nesta sexta-feira, às 18h30, para tratar do tema.

Organização  

Segundo a administração municipal, o pedágio estava projetado para Montenegro, para a localidade de “Muda Boi”, porém sem comunicar o município de Capela de Santana, o Estado definiu por mudar o local da futura cobrança. Moradores são contra a decisão. “Atrapalha demais um pedágio, principalmente o comércio. Há muitas pessoas de Capela que vão a Montenegro, incluindo funcionários, vão de lá pra cá a todo instante. E então, eles precisarão passar por esse pedágio?”, destacou a proprietária da agropecuária Trevo, Helena Colling. 

Contrários 

A Câmara frisou que não medirá esforços para mudar o cenário. “Todos nós, os nove vereadores, são contra essa atitude silenciosa do governo do estado de querer colocar um pedágio no nosso município. Quero dizer que nosso município já sofre com isso há muito tempo. É um dos menos desenvolvidos da região e uma das coisas que impediu o crescimento dele foi o próprio pedágio colocado entre o município de Capela de Santana e Portão. Já estamos a muito tempo abandonados pelo estado, nessa questão que estamos, na questão do pedágio instalado em Portão onde Capela não foi isento”, frisou Oziel. 

Oziel frisou que o abandono à Capela de Santana não ocorre só nesta situação. “Também somos abandonados pelo estado quanto a ligação asfáltica que une o município de Capela de Santana a Nova Santa Rita que é tão sonhada Transaçoriana que poderia ser o canal de desenvolvimento do nosso município, mas infelizmente estamos abandonados pelo estado. Capela de Santana já sofre com isso, uma vez que temos uma área de terra com mais de 110 hectares abandonadas pelo estado, poderíamos usar para fazer um distrito industrial para atrair empresas para o nosso município e gerar empregos que hoje não temos, mas infelizmente ficamos à mercê do estado. Também somos abandonados pelo estado na educação, temos o Colégio Almeida Ramos que há mais de cinco anos foi destruído pelo estado e espera sua reconstrução e mais uma vez sofre. Em todos os aspectos, o estado impede o crescimento de Capela de Santana. Com certeza somos contrários a essa decisão sorrateira do estado”, pontuou. 

Resposta 

Através de nota enviada ao Jornal RS, a Secretaria Extraordinária de Parcerias do Estado informa que a praça não modificaria o cenário dos moradores capelenses. “Seria depois da entrada para Capela de Santana, numa região rural. Ou seja, os moradores continuarão podendo ir e vir de Porto Alegre sem pagar”, diz a nota. O Estado diz também que a localização foi definida após avaliação e estudos técnicos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *