Laudo das coletas de água da CORSAN indica alterações

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A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Preservação Ecológica (SEMAPE), recebeu na última quinta-feira, dia 17, o resultado da análise das cinco coletas de água da CORSAN realizadas nas residências em Estância Velha, após o episódio em 18 de dezembro de 2018.

Foram avaliados em laboratório oito parâmetros, dentre eles: Cloro residual livre; coliformes totais e contagem de bactérias; cor; ferro total, manganês, PH, sólidos dissolvidos; e turbidez. Devido a isso, e ao período de recesso do final de ano, o laudo precisou de mais dias para ficar pronto. Na tarde de hoje, a Vigilância em Saúde (VISA) fez novas coletas em pontos com denúncia de água na cor escura.

Conforme os laudos, os resultados apresentaram alterações bem acima do devido, conforme a Portaria nº 2914, de 12 de dezembro de 2011. Estes parâmetros de amostragem denotam que a água coletada não estava própria para consumo. A próxima ação da Prefeitura será coletar novamente amostras nos mesmos endereços, e encaminhar para análise.

Em seguida, acionar o Ministério Público (MP) em busca de recursos legais para tratar sobre indenizações e exigir que os serviços sejam prestados com qualidade. Aliado a isso, os laudos estão sendo enviados à Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do RS (AGERGS).

A Defesa Civil de Estância Velha segue à disposição pelo fone 199, para tratar de assuntos referentes a alterações na coloração e demais assuntos relacionados à água.

 

ENTENDA O CASO – Desde o ocorrido em 18 de dezembro de 2018, quando a água fornecida pela CORSAN no município apresentou coloração escura, causando danos e aparentemente risco à saúde dos cidadãos, a Prefeitura tentou contato com representantes da empresa.

O gerente local, Marco Prade, esteve na Prefeitura no dia seguinte ao ocorrido, porém, precisava de um aporte maior da Estatal. Foram enviados inúmeros ofícios e somente em janeiro, conseguiu uma reunião com o superintendente da Corsan Estadual, Alexandre Calveti, o diretor de Operações, Eduardo Carvalho.

Ao mesmo tempo em que tentou, através de ofício, informar e exigir um retorno da CORSAN, a prefeita Ivete Grade criou uma comissão formada por representantes das secretarias municipais e do gabinete, os quais continuam acompanhando os trabalhos.

Durante a reunião no dia 3 de janeiro de 2019, o superintendente confirmou que o problema foi em decorrência de um conserto em rede no município de Campo Bom, seguido de falta de energia elétrica, que resultou em resíduo de magnésio e ferro, rotineiramente presentes nas tubulações que abastecem água de Campo Bom à Estância Velha.

Quanto às demandas encaminhadas à Estatal pela Prefeitura, ainda falta o envio do laudo de potabilidade do mês de dezembro de 2018. No último dia 11, quanto a criar canais para comunicação direta, a empresa respondeu que permanecem os mesmos, o canal 0800, ou o escritório local. Os trabalhos e relatórios permanecem em pauta e análise da Prefeitura.

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