Grêmio: um aluno que sobra na turma

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A rivalidade GreNal sempre é uma gangorra. Todos sabemos disso. Porém, poucas vezes a gangorra pendeu tanto para um lado. A superioridade do Grêmio em relação ao Internacional impacta. Não somente pela diferença técnica, mas, sobretudo, de organização. Como disse Ferran Soriano em seu livro, a bola não entra por acaso. E isso fica comprovado a cada dia. 

No GreNal desta semana, ficou a nítida impressão que o Grêmio venceu “quando quis”. Colocou um pouco de pressão e garantiu seu primeiro gol. Depois, contou com o latente nervosismo do Internacional e garantiu o segundo gol em uma falha individual do lateral colorado Moisés. Um 2×0 não tão difícil de explicar. 

O que se viu em campo foi um Grêmio mais entrosado e mais tranquilo. Sem pressão. Isso deve-se – obviamente – a hegemonia recente nos clássicos e aos títulos dos últimos anos. Tudo entra em campo. O Internacional, ferido pelas derrotas nos últimos clássicos e pela ausência de títulos, se viu envolto pela necessidade e não conseguiu desempenhar futebol. 

Para somar, Eduardo Coudet viveu uma noite de professor Pardal. Não viu o jogo de forma correta, mexeu errado no time e levou um nó tático de Renato Portaluppi. E o que é pior: o Inter mostrou que as derrotas não estão sendo bem aceitas. Em todo GreNal, algum jogador colorado provoca uma confusão. Na quarta, foi Patrick. No último GreNal de Caxias, D’Alessandro.

O Grêmio, que não tem nada com isso, sobrou. Coeso, marcou dois gols e poderia ter feito goleada. Renato viu o jogo e teve o cacoete de colocar um atacante para jogar nas costas de um zagueiro nitidamente nervoso (Fuchs). 

Ficou nítido que o Grêmio sobra no futebol dos Pampas. Vai para mais uma final de Gauchão e é amplo favorito ao tri. O Caxias é um bom time. Mas o Grêmio é muito acima. O tri, que não vem desde a sequência do Hexa 85/90, está mais próximo do que nunca. 

Dia dos pais  

Neste dia dos pais, que todos possamos celebrar junto a nossos bens mais preciosos. Este é meu quarto dia dos pais. A minha filha Maitê completa quatro anos em dezembro. E ela já escolheu sua cor aqui no futebol gaúcho: o vermelho, do Internacional. Te amo filha! E, com certeza, você amará o futebol, como seu pai ama!

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