Governo do RS descarta qualquer retorno presencial às escolas

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Eduardo Leite anunciou a abertura, nesta quinta-feira, de uma consulta pública às entidades ligadas à educação, saúde e assistência social  

De acordo com o Governador Eduardo Leite, não há nenhuma previsão de retorno presencial às escolas – Crédito: Reprodução

O governo do Rio Grande do Sul não trabalha com nenhuma previsão de retorno presencial às escolas. A nova posição foi anunciada pelo governador Eduardo Leite em videoconferência nesta quinta-feira. De acordo com Leite, a complexidade do cenário epidemiológico no Estado, com atualmente 636 mortes por coronavírus e 28,1 mil casos confirmados de Covid-19, “suspende qualquer discussão sobre retornos”. Na semana passada, o governador chegou a afirmar que a volta ao calendário de ensino presencial deveria ocorrer no mês de agosto. Enquanto isso, estudantes da rede de ensino pública e privada permanecem com as atividades escolares no formato remoto. 

 O governo iniciou nesta quinta-feira uma consulta pública, por meio de um questionário eletrônico, com entidades gaúchas ligadas à educação, infância, saúde, proteção à criança e ao adolescente. A previsão é que 1,3 mil entidades participem da pesquisa até o dia 12 de julho. A consulta irá questionar sobre a ordem de retorno presencial do ensino, que ocorrerá por etapas, assim como sugestões de protocolos de prevenção ao coronavírus que devem ser adotados nas instituições de ensino.  

Educação Infantil  

 Sobre a educação infantil ser a primeira fase do retorno às escolas, o governador disse que “há argumentos para os dois lados”, lembrando que ao mesmo tempo que os pais precisam de quem cuide dos filhos, devido ao retorno presencial das atividades trabalhistas, as crianças possuem pouca autonomia para os protocolos individuais de higiene. “Vamos fazer o esforço de ouvir as entidades para melhor organizar como se dará o retorno”, afirmou. 

 A secretária de Planejamento e coordenadora do Comitê de Dados do governo, Leany Lemos, destacou que o tema é um dos mais complexos trabalhados durante a pandemia. “Estamos falando de crianças e adolescentes, em muitos casos de pessoas que não têm como cuidar da sua própria higiene, de protocolos em si, então vai ter que ter um cuidado redobrado”, destacou ao dizer que o Comitê está observando planejamentos adotados em outros países e aos últimos trabalhados científicos na área.

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