Governo avalia se o retorno das aulas ocorrerá ao longo de maio ou junho

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Ensino público e privado receberão novas orientações ainda nesta semana  

Eduardo Leite anunciou a prorrogação do prazo em videoconferência – Crédito: Reprodução

Em entrevista coletiva por videoconferência, nesta terça-feira, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, anunciou que as aulas presenciais nas escolas da rede pública e privada não irão retornar no dia 4 de maio, quando vence o decreto estadual que determinou o fechamento das Instituições de ensino. Uma data prevista para o retorno do calendário de ensino deverá ser divulgada até o final desta semana. “Ainda estamos definindo se o retorno das aulas se dará ao longo do mês de maio ou do mês de junho”, esclareceu o governador. Conforme Leite, o adiamento do retorno das atividades escolares ocorre para que o Estado tenha tempo de se organizar com os “protocolos de segurança”. “Nós estamos observando os protocolos que deverão ser atendidos para que os alunos possam retornar as aulas com segurança. E esses protocolos na educação poderão exigir, inclusive, compra de equipamentos, compra de materiais, que na rede pública, especialmente, podem demandar mais tempo de organização”, destacou. 

O novo planejamento para o retorno das aulas, de acordo com o mandatário, levará em consideração respectivas necessidades da rede pública e privada, assim como oferecer condições aos responsáveis pelos estudantes, que devem retornar em seguida aos seus empregos.

O governador também lembrou das alterações no contracheque dos servidores públicos da Educação, levando em conta as reformas aprovadas à categoria no ano passado. As modificações, que já constam no pagamento do mês de abril, estão sendo esclarecidas aos servidores pela Secretaria da Fazenda, destacou Leite.

Contingenciamento 

Por meio de um decreto, o governo do RS anunciou o contingenciamento de R$ 40 milhões para garantir que o Estado tenha condições de manter o sistema de saúde durante a pandemia de Covid-19. O valor é somado ao montante de R$ 420 milhões que já haviam sido contingenciados durante o enfrentamento ao novo coronavírus. Conforme o governador Eduardo Leite, a decisão ocorre frente ao decréscimo de arrecadação do Estado que chega a cerca de R$ 750 milhões no mês de abril.

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