Governador anuncia aulas em formato EaD no Rio Grande do Sul

Compartilhe:
Email this to someone
email
Share on Facebook
Facebook

Redes pública e privada retornam a partir de 1º de junho via on-line. Retorno presencial só deve ocorrer em julho 

Eduardo Leite anunciou novas orientações em live na página oficial do Governo do Estado – Crédito: Reprodução

O governo do Rio Grande do Sul apresentou, na tarde desta quarta-feira (27), o calendário de retomada da educação no estado após a suspensão das aulas presenciais em função da pandemia de coronavírus. As aulas das redes pública e privada devem reiniciar a partir de 1º de junho no modelo de ensino à distância (EAD). Já o retorno presencial só deve acontecer a partir de julho.  

Foram apresentadas cinco etapas em que devem ocorrer a volta. Na primeira, o ensino remoto será feito com apoio da plataforma Google Classroom. A proposta é espelhar a escola no ambiente digital com a criação, apenas para a rede estadual, de 37 mil turmas virtuais. 

De acordo com o governador Eduardo Leite, houve investimento na qualificação do sinal de internet e de equipamentos tecnológicos para atender os cerca de 2,75 milhões de estudantes no estado. “Existem realidades diversas e não podemos deixar ninguém para trás. A ferramenta é um modelo híbrido. Vamos ter que identificar caso a caso para garantir que cheguem a esses conteúdos”, afirmou . 

Segunda etapa

Após o início em EaD, na segunda etapa, que deve iniciar em 15 de junho, será permitida a volta do ensino superior, pós-graduações, ensino técnico e cursos livres, como escolas profissionalizantes, de idiomas, artes ou similares. Contudo, o retorno presencial é restrito às atividades práticas essenciais de conclusão do curso, pesquisa, estágio curricular obrigatório e atividades em laboratórios. 

Protocolos conforme cor de bandeira  

Os protocolos de segurança devem ser obedecidos de acordo com a classificação das bandeiras de cada região. A secretária estadual de Saúde, Arita Bergmann, diz que será avaliado desde o transporte escolar até a chegada dos alunos às escolas. “Vamos criar uma relação da educação com a rede de saúde”, aponta. Como o estado está apenas com as bandeiras amarela e laranja atualmente, as aulas desses segmentos devem respeitar o teto de 50% de ocupação das salas. 

Aulas presenciais apenas em julho  

As duas primeiras fases estão estipuladas. As três etapas seguintes, entretanto, ainda dependem da análise da propagação do coronavírus e da observação do aumento da circulação de pessoas em junho.  “A gente planeja algo gradual, porque a prioridade é a proteção à vida e à saúde das pessoas”, diz o governador. “Cada momento pode ser antecipado, se a situação melhorar, ou postergado, se piorar. Vivemos ainda um quadro de incertezas no mundo inteiro”, pontua. 

O objetivo é priorizar o retorno da educação infantil a partir de 1º de julho. Nesta etapa, as cerca de 458 mil crianças poderão voltar à rotina escolar, em especial das 28,8% mais pobres que estão em creches e das 20,5% de baixa renda que dependem da estrutura de segurança e alimentação das pré-escolas. 

As datas não estão determinadas, mas devem acontecer entre 3 de agosto (liberando, em um cenário mais conservador, 21% dos alunos e, em um mais flexível, 38%) e 14 de setembro (a totalidade). 

69 dias sem aulas  

As aulas estão suspensas no Estado desde 19 de março. A partir da data da suspensão, até o dia 30 de abril, a Secretaria Estadual de Educação promoveu aulas programadas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

12 − um =