Estância Velha – Prefeita fala com a imprensa sobre a suspeita de fraude na Saúde

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Crédito: Divulgação.

Uma entrevista coletiva na quarta-feira, 15, para falar sobre uma suposta fraude na Secretaria da Saúde de Estância Velha, reuniu a imprensa da região metropolitana no gabinete da prefeita Ivete Grade. Ivete reafirmou que já na terça-feira foi instaurada uma sindicância para apurar os fatos, conforme uma das notas divulgadas anteriormente pela Prefeitura. A prefeita assume interinamente a Secretaria Municipal de Saúde. “A sindicância foi aberta e se presta a apurar os fatos noticiados pela mídia, tomando por base também o que foi apurado pela Polícia Civil a fim de que possamos adotar as providências cabíveis”, explicou.

O Município está solicitando à Polícia Civil a cópia do inquérito e do que foi documentado pelas autoridades, afim de instruir e dar embasamento à sindicância que está sendo realizada pela Prefeitura. “Se as investigações apontarem suspeitos, eles, por meio da sindicância e processos administrativos sofrerão as punições cabíveis”, reforçou a prefeita.

Ivete Grade disse que até agora o que existem são suspeitas. “Por hora, temos que trabalhar apenas com hipóteses e sem pré-julgamentos, obedecendo ao que diz a lei”, ressaltou, informando ainda que nunca recebeu qualquer denúncia ou alerta sobre irregularidades na Secretaria de Saúde. “A comunidade nunca me reclamou a respeito da demora ou não realização de exames”, disse, referindo aos atendimentos que faz em seus gabinete.

Dentre as medidas tomadas pela Prefeitura, houve a abertura da sindicância, e a exoneração do secretário municipal da Saúde, Mauri Martinelli, e da secretária de Saúde interina, Eloise Gernhartd. Os dois são servidores concursados, respectivamente, como enfermeiro e técnica de enfermagem. Eles não poderão ser exonerados do serviço público sem os procedimentos legais transcorram e comprovem as acusações.

A Prefeitura de Estância Velha está à disposição do Ministério Público, da Polícia Civil, da Câmara de Vereadores para esclarecer os fatos e verificar as supostas irregularidades. “As portas da Prefeitura estão abertas para as investigações. Precisamos trabalhar em parceria com a Câmara de Vereadores para apurar os fatos”, explicou Ivete, se referindo a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada no Legislativo. “Não podemos permitir qualquer tipo de fraude, principalmente numa secretaria tão sensível como a de Saúde. E muito menos, que prejudiquem a nossa gente”.

A prefeita estava acompanhada pelo assessor Jurídico, Leonardo Macedo, e pelo chefe da Secretaria de Administração, Micael Moraes. Leonardo Macedo informou que os serviços prestados pela Clínica Previne continuarão ser prestados normalmente. “Estamos obedecendo o que diz o contrato e a legislação, pois, sem os resultados das investigações o Município não pode tomar providências mais drásticas como a imediata rescisão de contrato, sob pena de ser obrigado a indenizar a empresa, caso não se comprove na Justiça, que os representantes dela praticaram algum ato ilícito”.

Ivete Grade reforçou: “Não podemos romper com essa empresa e deixar a comunidade sem os exames necessários”. Durante sua fala explicou que a fiscalização dos contratos no Município é feita por servidores efetivos, concursados. “Esses servidores serão chamados a auxiliar nas apurações que estão sendo feitas pela sindicância”, adiantou.

Questionada sobre qual a sua responsabilidade neste caso, Ivete Grade foi taxativa: “A responsabilidade como gestora é muito grande. Por isso estamos investigando inicialmente com a sindicância.  Temos a população inteira cobrando da Ivete e sobre o que ela vai fazer. A equipe de Ivete está trabalhando. Precisamos da parceria de todos para apurar o mais rápido possível se houve ou não a fraude, e os nomes dos envolvidos”.

“Eu quero resultados” 

Quanto a CPI instaurada na Câmara de Vereadores, Ivete Grade disse que apoia a iniciativa.  “Esse é um caso muito sério, grave, que atinge a nossa comunidade. Essa CPI é legal. Está dentro da lei, assim como as investigações e a nossa sindicância. O nosso trabalho vai ser transparente, assim como sempre foi o meu, como gestora pública. Não vou aceitar terminar em pizza. Eu quero resultados. Se tiver que punir alguém lá na ponta que está causando fraude, vai ser punido. Da minha parte como gestora não existe esta possibilidade. Quero sim saber se houve fraude e que sejam punidos os responsáveis”, concluiu.

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