Estado confirma que Estância não pode mais realizar partos

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Além de Estância, outros quatro municípios da região terão como referência o Hospital Centenário de São Leopoldo

Segundo a prefeita Ivete Grade (foto) decisão precisou ser tomada com a razão e não com a emoção – Crédito: Divulgação PMEV.

A secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, esteve nesta quarta-feira, 25, à tarde, em Estância Velha para confirmar que o atendimento de obstetrícia no Hospital Municipal Getúlio Vargas (HMGV) está temporariamente suspenso. A partir de novembro, Estância e mais quatro municípios da região, terão como referência o Hospital Centenário de São Leopoldo.

Arita se reuniu com a prefeita Ivete Grade, secretários, vereadores, chefes de departamentos e representantes dos municípios de Ivoti, Lindolfo Collor, Presidente Lucena e São José do Hortêncio para comunicar oficialmente a decisão da Secretaria Estadual da Saúde.

Arita Bergmann destacou que a prioridade é a segurança e qualidade no momento do parto. “Nós estamos colocando acesso às gestantes, elas não ficarão desassistidas e ao mesmo tempo estamos dizendo que isso é proteção, para o parto que será feito em outro serviço hospitalar”, explicou.

A secretária disse ainda que a decisão não foi centrada na prefeita Ivete, mas num conjunto de fatores, entre eles a questão da estrutura. De acordo com ela, existe a  busca de recursos para o município. “Quero anunciar que tão logo a Coordenadoria Geral de Saúde aprove o projeto arquitetônico desta nova área, nós voltaremos a Estância Velha para assinar ainda este ano o convênio no valor de R$ 182.000,00 para o município poder viabilizar a ampliação do número de leitos”, prometeu Arita.

A titular da 1ª Coordenadoria Regional de Saúde, Maria Luiza Soares Moraes, também destacou que foi uma decisão tomada com muita responsabilidade. “Uma decisão de uma gestora comprometida com a sua comunidade e com os municípios que são referenciados em Estância Velha”, ressaltou Maria Luiza.

Razão, não emoção

De acordo com a prefeita Ivete, a decisão precisou ser tomada com a razão e não com a emoção. “Quando a gente pensa em tirar algo que já é conquistado dói. E vocês imaginam como doeu em mim. Mas quando foi me apresentado os números e a realidade estrutural que o nosso hospital se encontra, percebi que não temos mais condições de manter. Daqui um ano ou dois, podemos reaver, mas no momento não temos condições”, disse a prefeita estanciense.

A secretária municipal de saúde, Lenir Reichert, informou que serão feitas reuniões com as unidades de Estratégia de Saúde da Família (ESF), para que possam direcionar as gestantes. “As nossas gestantes vão ter a nossa proteção e o nosso cuidado através do pré-natal. Está sendo feito um bom trabalho e daqui para frente vamos aperfeiçoar mais ainda”, ressaltou.

Números e estrutura

Para explicar as razões do suspenção do atendimento de obstetrícia, o diretor do HMGV, Ismael Nervo, o responsável técnico do hospital, Ricardo Siegle e o enfermeiro do serviço de controle de infecção hospital, Rafael Vieira, apresentaram os números financeiros e a situação em que se encontra obstetrícia, o que inviabiliza as condições de se realizar partos.

Segundo Rafael, em Estância Velha, eram realizados 280 partos normais, 228 cesárias, totalizando 508 partos ao ano, com uma média de 42 partos ao mês. Explicou ainda, que existe uma portaria número nº 11, de 7 de janeiro de 2015, que deixa claro que para realizar parto normal ou parto de baixo risco, é necessário existir um Centro de Parto Normal (CPN), sendo que o município não possui essa sala. Pela norma, não é permitido realizar parto normal em bloco cirúrgico.

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