Empresa catarinense Schumann adquire a Multisom

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Valores da transação não foram divulgados

Criada em 1988, Multisom viveu seu auge entre a década de 90 e início dos anos 2000 – Crédito: Divulgação Multisom.

Foi concretizada na noite desta quarta-feira (29) a venda da Multisom, uma das maiores marcas do varejo gaúcho, com 83 lojas. A empresa catarinense Schumann é a responsável pela compra que não teve os valores divulgados. De acordo com envolvidos na negociação, a rede catarinense pretende manter as lojas e os pouco mais de 800 funcionários da Multisom e, com o tempo, retomar a expansão da rede. A marca gaúcha também continuará sendo utilizada.

As duas redes têm relativa complementariedade, apesar de serem do mesmo segmento. A Schumann, com cerca de 80 lojas, tem maior presença no Oeste catarinense e possui unidades no Paraná. No Rio Grande do Sul, mantém 14 filiais no Norte, mais próximas da divisa com Santa Catarina. Já a Multisom é mais forte no Rio Grande do Sul, com lojas espalhadas por todo o território e também operações em Santa Catarina, inclusive na parte litorânea, onde a Schumann não está presente.

A maior diferença entre as redes é o portfólio. Enquanto a rede gaúcha atua principalmente com instrumentos musicais e eletroeletrônicos, a rede catarinense vende, também, linha branca e móveis. Por conta disso, tem lojas maiores e, até por isso, seria difícil a conversão da bandeira, pois muitas lojas da Multisom têm tamanho reduzido. Ainda sim, a Multisom deve passar por remodelação em seu layout de loja, porém não há prazo estipulado para a realização das ações.

A Schumann, fundada em 1997, na cidade de Seara, no oeste catarinense, está em recuperação judicial desde 2016, porém, já se encontra em fase de saída, não trazendo um obstáculo para o negócio. Fundada em 1988 em Porto Alegre, a Multisom se tornou um símbolo do varejo gaúcho com a venda de discos e CDs, vivendo seu auge nos anos 90 e início da década de 2000. Com as transformações no mercado fonográfico nas últimas décadas provocado pelo avanço dos meios digitais, a rede teve de se reinventar e passou a atuar com instrumentos, telefonia, informática e eletrônicos. Nos últimos anos, passou por dificuldades e reduziu o número de lojas.

Apesar da crise, a empresa teve faturamento de cerca de R$ 400 milhões no ano passado. A empresa era administrada até agora pelo empresário Francisco Noveletto Neto, ex-presidente da Federação Gaúcha de Futebol.

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