Correção GABINETE 2018: resultado positivo nas contas do Municipio de Ivoti

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Administração comemora esforço depois de 4 anos com dificuldades financeiras

Crédito: Divulgação.

Ivoti – Na manhã desta quarta-feira, dia 23, o prefeito Martin Cesar Kalkmann reuniu o secretariado para apresentar oficialmente o resultado de um esforço de gestão que começou em janeiro de 2018 para fechar as contas com saldo positivo. Ao lado do vice-prefeito e secretário de Obras Públicas Roberto Schneider e da titular da Fazenda, Kelly Braun, além dos secretários Clarice Silva, Cristiane Spohr, Renato Veiga Júnior e Denise Rodrigues da Silva, o prefeito lembrou do monitoramento que vinha sendo feito mensalmente. “Foi graças ao trabalho em equipe que as contas de 2018 foram pagas em 2018 e este ano temos que manter os mesmos cuidados para continuar com as contas no azul”, completou.

A secretária Kelly explicou que desde 2014 havia um déficit financeiro, o mesmo ocorrendo em 2015, 2016 e 2017 (ver tabela). Somente em 2018, chegou-se a um superávit financeiro de R$ 28 mil.

Considerando o orçamento, houve déficit em 2014 e 2015. Mesmo com um superávit orçamentário em 2016 e 2017, não foi possível cobrir o déficit financeiro dos 2 anos anteriores. Já em 2018, e com reduções graduais, a arrecadação chegou a R$ 68,4 milhões – R$ 8 milhões superior ao previsto. A despesa ficou em R$ 63,5 milhões e os restos a pagar, em R$ 3,3 milhões, correspondentes de obrigações de exercícios anteriores.

Em termos percentuais, a folha de pagamento representou 47,7% do orçamento, sendo que o limite legal é 54%. Na Educação, o percentual ficou em 31,79% (a obrigação é ficar nos 25%) e na Saúde, chegou a 18,94%, quando a obrigação é de 15%.

As maiores receitas

A Secretaria da Fazenda, segundo Kelly, tem a função de orientar. “Não dizemos no que aplicar, mas procuramos indicar a forma ou o período indicado para fazer a despesa. Cada um trabalhou com um orçamento e procuramos explicar os períodos em que temos uma receita maior, como em janeiro ou julho, e que a partir de setembro, já é preciso definir as reais prioridades, inclusive, apresentamos simulações de despesas para vislumbrar o reflexo no final do ano”, conta. As maiores receitas são provenientes do IPVA, IPTU, ICMS e ITBI, além da venda da folha de pagamento. Na última semana do ano, os dispêndios do governo deram fôlego nas contas do orçamento.

Reduções graduais

O foco da gestão foi reduzir custos gradualmente, sem prejudicar o andamento dos serviços. “Priorizamos as despesas: chegamos a reduzir R$ 15 mil por mês em horas extras”, exemplicou o prefeito. O vice-prefeito lembrou que houve uma economia de combustível que equivaleu a R$ 3 mil por mês e com a manutenção de veículos, reduziu-se em 18% o custo contando com a equipe de mecânicos. Também foi feita a informatização da saúde, implantada em 2017, impactando positivamente no atendimento.

Manteve-se serviços

Durante a reunião, o secretariado apresentou alguns serviços priorizados, como de traumatologia, cirurgia-geral, psiquiatria e ginecologia, além de criar o atendimento pediátrico no Mais Vida. O repasse para entidades foi mantido e criou-se alternativas como o programa de pavimentação comunitária, além de atender demandas antigas, como a pavimentação de trecho da Avenida Capivara. “Também conseguimos pagar as férias dos professores em 2018 e não entra mais na conta de 2019”, destacou Martin. A concessão de incentivos, a melhoria na gestão de eventos – também foram preocupações de gestão.

FECHAMENTO DO ANO 2018 – EXECUTIVO MUNICIPAL

Receita: R$ 68.472.997,85

Despesa: R$ 63.553.723,91

Restos a Pagar (quitados): R$ 3.370.999,76

Saldo financeiro em 31/12/2018: R$ 6.859.918,70, sendo que R$ 1.214,714,56 em recurso livre)

Folha de pagamento: 47,70% (limite legal: 54%)

Educação: 31,79% (25%)

Saúde: 18,94% (15%)

Déficit ou superávit FINANCEIRO

2014Livre (R$ 62.077,23), MDE (R$ -534.293,59), Fundeb (R$ 5.145,22), ASPS (R$ -265.040,33)

2015Livre (R$ -1.999.040,78), MDE (R$ -559.223,37), Fundeb (R$ -187.339,39), ASPS (R$ -918.893,85)

2016Livre (R$ -228.917,99), MDE (R$ -364.248.37), Fundeb (R$ -39.819.38), ASPS (R$ -1.021.972,43)
2017Livre (R$ -1.140.694,06), MDE (R$ -473.437,13), Fundeb (R$ 40,48), ASPS (R$ -510.477,24)
2018: Livre (R$ 26.940,62), MDE (R$ -), Fundeb (R$ 1.251,91), ASPS (R$ – )

Déficit ou superávit ORÇAMENTÁRIO

2014: Receita: R$ 46.813.973,98, Despesa: R$ 50.756.674,56, total: R$ – 3.942.700,58

2015: Receita: R$ 52.174.561,43, Despesa: R$ 53.463.377,45, total: R$ – 1.288.816,02

2016: Receita: R$ 60.218.444,50, Despesa: R$ 57.069.191,77, total: R$ 3.149.252,73

2017: Receita: R$ 60.945.486,08, Despesa: R$ 58.846.454,12, total: R$ 2.099.031,96

2018: Receita: R$ 68.472.997,85, Despesa: R$ 63.553.723.91, total: R$ 4.919.273,94

 

 

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