COLUNA – Uma fênix vestida de tricolor e alvirrubro

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A temporada 2020 parecia uma daquelas para ser esquecida para a dupla GreNal. Ambos chegaram a encantar os torcedores em alguns esporádicos momentos, mas, de forma geral, a decepção foi o tom das conversas de bar e estádios (enquanto pôde torcida) no Rio Grande do Sul. A esperança do início do ano deu lugar ao amargo gosto de derrotas acachapantes e da “salada sem sal” das vitórias sem um futebol convincente.

O Grêmio, quando vivia seu grande momento na temporada, levou uma sapecada de 4×1 do Santos. A eliminação traumática na Libertadores deixou sequelas. Nomes que estavam em êxtase no imaginário do torcedor caíram em descrédito, como o do talentoso e vital – em se tratando de time – Jean Pyerre. Até mesmo Renato Portalluppi, sempre intocável, , viu seu reinado cercado por críticas. Naquele momento, a impressão era que a queda de rendimento e, por consequência, a coleção de insucessos, seria uma constante. 

Porém, a fênix pousou no Rio Grande do Sul pela primeira vez. Um dos maiores deleites do futebol é a possibilidade de ir do inferno ao céu – e vice-versa, é bom lembrar – tal qual Usain Bolt percorria os 100m rasos. E das cinzas o Grêmio formou um vôo rumo a final da Copa do Brasil. A competição que talvez tenha maior identificação junto ao torcedor e a história do Grêmio em si. De um ano perdido, surge a possibilidade de um título, uma gorda quantia e uma vaga direta na Libertadores. Além disso, nomes que ainda carregam consigo a dúvida e a comparação aos vitoriosos de tempos anteriores – e recentes – podem suplantar às incógnitas e direcionar suas camisetas ao lendário panteão dos campeões pintado em tricolor. O adversário inspira imenso respeito, e óbvio. Mas, acima de tudo, o Palmeiras pode ser batido. E da desconfiança e da imaginação de um ano perdido, pode surgir o título. Será mais um capítulo para a alma copeira que insiste em vestir tricolor gaudério. 

Se nas bandas da Arena tudo parecia perdido, pelos lados do Beira-Rio houve terra arrasada tão logo Eduardo Coudet pediu o boné e se mandou para o Celta de Vigo. Não vamos aqui entrar no mérito da decisão que já foi amplamente debatida, mas o que falo é apenas: falta de coerência impera em certos seres humanos. Porém, do limão azedo, veio uma limonada suíça açucarada. 

O começo claudicante de Abel Braga não deu esperanças. Mas a paciência, virtude dos sábios, confirmou o que sempre se soube: acreditar em mística pode ser utópico, mas Abel e Inter possuem ligação divina. Vitórias empilhadas e título brasileiro ao alcance. Como a distância neste momento é de três pontos e há o confronto direto contra o até o momento líder São Paulo, a informação é: o Inter depende dele mesmo para ser campeão brasileiro. E isso graças a retomada pelas mãos de Abel. A fênix alçou voo da Zona Norte e aportou na Zona Sul mais para vestir também o vermelho e branco.

É verdade que ambos não ganharam nada ainda, mas o triunfo está próximo. E cabe aos Deuses do futebol iluminarem as pernas e cabeças daqueles que ostentam os gloriosos uniformes da dupla GreNal. O sonho está vivo. Acreditar na vitória é o caminho para obtê-la.

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