COLUNA – Renato Portaluppi também erra!

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Renato é o maior ídolo da história gremista como atleta. Campeão da Libertadores e Mundial, brilhou intensamente vestindo o manto sagrado tricolor. Como técnico, caminha a passos largos para se tornar o maior da história do clube. É ídolo máximo. Mas, até mesmo as personalidades laureadas no panteão dos campeões erram. E relativizar os erros de Renato é colocar a idolatria acima do bom senso e da racionalidade. 

Nesta semana, o técnico gremista errou. Em meio a pandemia e ao caos completo que é a saúde do Rio de Janeiro, foi à praia jogar seu futevôlei. Argumentou que ficou apenas 40 minutos e que está dispensado das atividades do tricolor por enquanto. 

Neste quesito, é preciso entender algumas coisas. Renato está dispensado de suas atividades no tricolor exatamente por ser de grupo de risco, de acordo com orientações médicas. Logo, deve ficar em casa. Está no Rio de Janeiro, que tanto ama. Mas deve ficar em domicílio. Ou sair apenas para atividades essenciais.

Por mais que ame a praia, o mar, o futevôlei, não é atividade essencial. Bem que poderia ser, mas não é. Logo, foi um erro do técnico desrespeitar uma recomendação. Simples. Porém, o que vi ao longo da semana foram diversos comentários diminuindo a situação ou relativizando. Não estou aqui generalizando, pois vi gremistas criticando seu técnico. Mas vi uma enxurrada de comentários do tipo “Ah, só uma praia”; “Deixa o Renato”. Não é assim! É uma pandemia! E Renato errou. Ou pelo menos deveria saber, já que também se eximiu de culpa e disse que “não é proibido ir à praia” (Pandemia? Que nada!) 

O que me irrita é o fato de Renato sempre ter aquela “passada de mão na cabeça” simplesmente por ser Renato Gaúcho. Ídolos também erram! Ídolos também são seres humanos! E, mais uma vez, Renato conseguiu sair pela tangente em uma falha graças à sua persuasão e sua idolatria. Isso já aconteceu em outros diversos casos dentro de campo, quando o técnico falhou, mas foi cercado das glórias e dos acertos e não enfrentou crises. Neste episódio, a direção gremista se limitou ao protocolo: “Não temos nada a ver com a vida pessoal de nossos funcionários”. Bom… Se as atitudes da vida pessoal podem interferir na trajetória profissional, o clube pode (e deve) intervir. Ir à praia na segunda cidade com o maior número de casos de covid-19 no país é insanidade. 

Como vida particular e profissional são coisas diferentes, não vou utilizar o tema desta semana para falar dos erros do técnico Renato Portaluppi. Vou me ater somente ao fato da praia. 

bronezado e o banho de mar podem esperar, Renato. E você fez, sim, algo de errado. 

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