COLUNA – Que São Felipe proteja e que os deuses do futebol iluminem

Compartilhe:
Email this to someone
email
Share on Facebook
Facebook

O Grêmio buscou em Felipão a busca pela salvação. Fez a escolha certa, eu diria. Tecnicamente é o melhor nome? Talvez não. Mas, neste momento, a técnica é segundo plano. 

O Grêmio caiu para a segunda divisão duas vezes. Em ambas, o problema foi idêntico. Um começo de campeonato ruim e a crença de que era “só uma fase” e que tudo iria melhorar. 

Em 1991 e 2004, os elencos não eram os piores do campeonato. O Grêmio poderia, com certa tranquilidade, se manter no grupo de elite. Caiu por suas próprias incompetências. 

Em 2021, o caminho é o mesmo. Apontado como favorito ao título antes do Brasileirão, o Grêmio soma ridículos dois pontos em 24 disputados. A marca lamentável se torna ainda mais absurda quando se percebe que o time não venceu nenhum jogo. Soma dois empates e seis derrotas. 

Num momento tão delicado, somente os deuses do futebol podem cooperar. E o Grêmio está fazendo isso. Felipão está no panteão gremista. Se na última passagem não foi tão bem, na década de 1990 se tornou o principal técnico do país e buscou pelo Grêmio o caminho que acabou em título de Copa do Mundo.

O futebol mudou, obviamente. Felipão não é mais o mesmo de 25 anos atrás. Tudo mudou. Mas nunca se percebeu que o Grêmio precisava tanto de Felipão como agora. Ter Felipe ali, ao lado da casamata tricolor, simboliza apoio da torcida. Simboliza respaldo para decisões. Costas quentes para eventuais fracassos. Felipão tem moral pra aguentar possíveis críticas que tendem a surgir. 

A chegada às vésperas de um GreNal também fazem a luta ser mais árdua. Felipão terá trabalho. Mas pode salvar a pátria. 

GreNal de briga por baixo 

O GreNal do próximo sábado será de um nível de melancolia fenomenal. Pelo menos, até a bola rolar, a certeza é essa. Claro, a imprevisibilidade é a marca registrada dos 112 anos de clássico. Mas, ainda sim, é duro acreditar em um grande jogo. Ainda mais com times tão abaixo. 

Diego Aguirre e Felipão voltam a se enfrentar após seis anos. Em situações piores do que as de 2015. Em muitos aspectos. 

Do lado do Grêmio, o time, tecnicamente, pode até ser melhor. Mas no grau de nervosismo, a situação é infinitamente pior, ainda mais em meio a um Brasileirão catastrófico, até aqui. Felipão terá que remodelar o time e “fechar a casinha”. Perder seria um tiro quase que de misericórdia, em um Brasileirão curto e tão disputado.

Já Aguirre é o nome que chegou, começou bem, mas já decaiu. Não conseguiu encaixar o time. Precisa reformular o estilo de jogo, já viciado.

O GreNal servirá apenas para cumprir um ritual de três pontos, evidente. Mas, mais do que isso, pode desarrumar ou acertar de vez a casa. Já vimos isso ocorrer em vários momentos. 

Independente de qualquer outro fenômeno, que seja um GreNal de futebol. Não de pancadaria. A tendência é um GreNal fraco. Tomara que este colunista esteja enganado. 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *