COLUNA – Que o Gauchão não seja igual ao Catarinense

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O Campeonato Gaúcho será retomado na próxima quarta-feira. Clássico GreNal. Já disse aqui milhares de vezes que sou contrário a este recomeçou do futebol no Rio Grande do Sul. Porém, como não sou dono da verdade e estarei trabalhando na cobertura dos jogos pelos microfones da Rádio Estação Web, só me resta desejar que tudo ocorra da melhor forma, com segurança e tranquilidade. 

Neste contexto, o exemplo do estado ao norte do Mampituba me assusta. Santa Catarina parecia o paraíso para a realização do esporte bretão. Voltou com pompa a realizar o seu Campeonato Estadual. Peito aberto e sem medo, bola no centro do campo e partidas recomeçando. Na contramão, o índice de casos de coronavírus não estava parado. Até ocorria uma leve queda em relação aos meses anteriores, mas a famosa “curva” estava longe de ser achatada. Apesar dos indícios de uma precipitação, os jogos rolaram. 

E como era de esperar, não foi positivo este recomeço. Tal qual a lenda da cigarra e da formiga, a ansiedade e a preguiça imperaram. Mesmo sem uma sociedade plena em relação aos cuidados necessários e ao entendimento da importância das regras sanitárias, tudo começou quase que normalmente, excetuando, obviamente, a presença do público. Público alegre, futebol rolando… Tudo às mil maravilhas. Só se esqueceram de um detalhe: jogadores de futebol e profissionais que atuam no estádio são seres humanos. E absolutamente suscetíveis a contaminação do novo coronavírus, tendo em vista que não há ainda vacina e as medicações ainda são um terreno desconhecido, praticamente.  

E o que era temido – pouco, já que voltaram com o campeonato – aconteceu. Diversos jogadores contaminados. Foram registrados 14 casos na Chapecoense, dois no Criciúma, três no Figueirense, quatro no Joinville e um no Marcílio Dias.  E, claro, o campeonato foi paralisado. Após reunião com o Governo de Santa Catarina, foi estabelecido um novo protocolo de segurança. Entre os acordos, está definido que serão realizados testes de RT-PCR em todos os envolvidos na disputa até 48 horas antes das partidas. Agora sim, segurança plena. Será? 

O que fica de aprendizado, é o bom e velho dito popular: não se põe a carroça antes dos bois. Acelerou-se a retomada e as consequências chegaram. No Rio Grande do Sul, os casos seguem aumentando e, mesmo assim, os jogos voltarão. Torço para que tudo dê certo. Apesar de temer pela saúde do povo gaúcho. 

Brasileirão 2020/2021

Após quase 20 anos, uma temporada do Brasileirão terminará no próximo ano. A última vez que isso ocorreu foi por uma fatalidade: Vasco x São Caetano, realizado em 30/12/2000 foi interrompido devido à queda do alambrado em São Januário. A partida foi remarcada para 18 de janeiro de 2001, em plenas férias, para que o Vasco de Romário vencesse por 3×1 e conquistasse o título da Copa João Havelange, o Brasileirão de 2000. Em 2020, por conta da Pandemia, os jogos terminarão no início de 2021. Mais uma vez, uma fatalidade, porém a nível mundial. Que seja, ao menos, um Brasileirão de boa qualidade. E que tudo ocorra bem. 

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