COLUNA – O Gauchão virou Copa do Mundo

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Tradicionalmente, o Campeonato Gaúcho é escanteado pelos torcedores da dupla GreNal. Envolvidos em diversos outros campeonatos, gremistas e colorados costumam deixar de lado o Gauchão. Se vencer, festa tímida. Perder dói, é claro. Mas também não é motivo para Terra arrasada. Porém, 2020 – como tudo – mudou o cenário do futebol. O Gauchão voltou após 129 dias de paralisação. Os apaixonados pelo futebol estavam com saudade do jogo da bola. E é neste contexto que a vontade de vencer inflou ainda mais. 

Gauchão se tornou a chance de um título em um ano bem difícil. A dupla tem ainda a Libertadores, a Copa do Brasil e o Brasileirão, evidente. Mas sabe que o caminho nestas três competições é tortuoso. E, levando em consideração a superioridade do Flamengo para os demais, não é nenhum pecado ter um pé atrás nas competições em que o rubro-negro carioca também está disputando. 

Para o torcedor gremista, os últimos anos são sinônimo de títulos enormes. E há ainda um bicampeonato gaúcho para se defender. O Grêmio não é tricampeão há um bom tempo. Viu o Inter conquistar um tetracampeonato e um hexacampeonato nos anos 2000 e alcançou no máximo o bi em 2006/2007 e 2018/2019. Significa um momento importante para o clube o tricampeonato. Além disso, as desconfianças que pairam no remodelado time de Renato podem cessar. 

Para os colorados a situação é ainda mais importante. Acostumado a celebrar títulos por anos, os torcedores do Internacional não sentem o gosto de algum campeonato desde o Gauchão 2016. Vieram a Série B, derrotas duras em GreNais e uma doída perda do título na final da Copa do Brasil em 2019. Tudo isso feriu o coração vermelho e branco. Vencer uma competição seria o ideal para o novo time de Eduardo Coudet.

Não podemos ainda esquecer que existem outros três clubes que podem chegar ao caneco. Caxias – que está na final por ter vencido o primeiro turno -, Novo Hamburgo e Esportivo ainda querem abocanhar o título. Destes, o Caxias é o melhor. Noia e Esportivo melhoraram no segundo turno, mas ainda não demonstram força suficiente para bater de frente com a dupla. Porém, a semi é em jogo único. E nunca se sabe o que pode acontecer. 

A fênix Novo Hamburgo  

Ao final do primeiro turno, a tristeza foi forte em Novo Hamburgo. A campanha extremamente decepcionante do Nóia fez com que o sonho maior naquele momento se tornasse a permanência na Primeira Divisão estadual. Porém, o futebol é rápido como uma montanha-russa. O clube já demonstrava uma melhora antes mesmo da paralisação. Veio a pandemia, uma reformulação total e os reusltados seguiram bons. 

Classificado a semi do segundo turno, o Nóia é um dos cinco clubes que podem chegar ao título. Como dizia o samba da minha amada Mocidade Independente de Padre Miguel em 1992, “sonhar não custa nada”. O Anilado renasceu das cinzas, como fênix. E agora pode voar bem alto. 

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