COLUNA – O futebol que me desculpe, mas preciso falar sobre Mari Ferrer

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Nesta semana, permito-me abrir espaço em meu tradicional local de futebol para falar sobre um assunto que é impossível não ser comentado: a sentença do caso envolvendo a influencer digital Mariana Ferrer. Até posso fazer uma citação ao futebol, pois diversos clubes, em atitude louvável, declararam apoio à Mariana.

Também é importante citar que o futebol ainda é um meio extremamente machista e às mulheres que vão ao estádio ainda sofrem assédio constantemente. Aliás, aqueles que não acreditam que há machismo no futebol são, em vários casos, os mesmos que relativizaram o caso Mari Ferrer. 

Não posso deixar de mencionar o que senti ao ver o vídeo lamentável da audiência do caso. Se um ser humano não consegue ser empático ao ver aqueles momentos nojentos e repugnantes, ele precisa rever seus conceitos. 

Você, fã de futebol e esporte em geral, vive em um universo recheado de atitudes machistas. E nesta semana, vimos mais um episódio. Se coloque no lugar de Mariana. Como você se sentiria ao ser covardemente encurralada por um advogado que, dizendo estar nos “limites da boa prática da profissão”, utiliza de imagens suas para falar sobre “seu jeito de ser”? Percebam o tamanho do buraco que estamos: as roupas de Mariana em algumas fotos serviram de base para o advogado interpretar que, pelo “jeito de ser” da influencer, não houve estupro. E o que é pior: um juiz concordou com isso. 

Nesta semana, nenhum gol teve a mesma graça. Nenhum drible teve o brilho suficiente para fazer o escuro sair do céu brasileiro. Inacreditavelmente, há quem ache que realmente Mariana esteve errada. 

Um comentarista do Centro do País chegou a dizer que não denunciaria estupradores caso sua filha – isso mesmo que você leu – chegasse em casa falando que sofreu estupro, mas não fosse convincente ao contar a história que envolveu o fato. Sofremos do terrível gesto da inversão e culpa, chancelada por opiniões absurdas como a que citei acima. Meu total apoio à Mariana Ferrer. Ela jamais será culpada por ser assediada. 

Respeito. Não só a ela. Mas a todas as mulheres deste país e deste mundo.  É o mínimo.

Thiago Galhargol  

Que o atacante do Inter vive um momento iluminado todos sabemos. Porém, é impressionante como Thiago Galhardo “fede” a gol. Na partida contra o Atlético Goianiense, ele entrou em campo e balançou a rede após rebote do goleiro. Poucos se lembram, mas o atacante entrou no time após lesão de Guerrero, que vivia momento tão iluminado quanto. Galhardo driblou as desconfianças e se tornou o grande jogador do Inter no ano. Com trabalho e dedicação, venceu suas próprias limitações e se tornou um atacante letal. Para o Inter, um reforço que já estava no clube. Quando Guerrero voltar, a disputa pelo ataque será grandiosa. 

Aliás, para o técnico Coudet, será um problema interessante: como encaixar Galhardo e Guerrero? E ainda há um Abel Hernandez que vive um ótimo momento também no time titular. O Inter, que tinha tudo para viver um 2020 conturbado, se encaixou. Joga no limite. Mas entrega resultado. E ainda terá reforços em 2021. 

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