COLUNA – O brilho do eterno capitão

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Nesta quinta-feira (18), Fernando Lucio da Costa completaria 43 anos. O goiano morreu em 2014. Porém, é difícil falar desta forma. Tanto no nome quanto citando o gentílico. Fernando Lucio era grande não só na altura. Seu futebol era tamanho que seu apelido só poderia ser no aumentativo: Fernandão. Goiano de nascimento, Fernandão se tornou um gaúcho de coração. Coração pintado em vermelho e branco e que, mesmo tendo parado de bater em terra, segue pulsando firme na memória e nos pensamentos da nação alvirrubra que jamais deixará de o idolatrar. 

Fossem estes tempos normais, a quinta-feira seria marcada por homenagens na estátua do Fernandão, localizada na rua lateral ao Gigante da Beira-Rio e que foi batizada com o nome do eterno capitão. O brilho eterno celebrado em conjunto aquele que com bravura, luta e, especialmente, amor, entrou para o panteão colorado. Panteão que já tinha nomes importantes no circuito gaúcho e nacional, mas que alguém fixasse a bandeira também no cenário internacional. 

Destinado a viver um grande amor, Fernandão estreou com a camiseta do Inter marcando o gol 1000 da história dos GreNais. Nem ele, nem o torcedor, nem Joel Santana (técnico do Inter naquele dia) poderiam imaginar que ali era a primeira página de um livro escrito em folhas douradas. 

Foi com Fernandão que o Inter se tornou um gigante com título mundial. Tal qual Cristóvão Colombo, foi Fernandão o líder na conquista da América. Continente que foi desbravado com momentos de pura magia do futebol de Fernandão. Quem não se lembra do gol contra o Pumas? Ou contra o Libertad? E, acima de tudo, da antológica atuação na finalíssima contra o São Paulo? No Mundial, Fernandão foi um técnico em campo. Com a camiseta branca foi fundamental taticamente ao marcar Thiago Motta, válvula de escape do todo poderoso Barcelona. 

O último brilho do capitão com o uniforme vermelho e branco se deu exorcizando um fantasma: foram três gols na final do Gauchão de 2008 contra o Juventude, que terminava ali a sua fama de “touca” do Internacional com uma vexatória e estrondosa derrota por 8×1. 

Nos anos seguintes, Fernandão circulou. Na primeira vez que voltou ao Beira-Rio, foi expulso aos 10min do primeiro tempo num Inter 4×0 Goiás, em 2009. No ano seguinte, marcou pelo São Paulo contra o Inter. Uma dor que muitos colorados sentiram. Gosto amargo do capitão comemorando um gol do lado adversário. 

Porém, tal qual o dito popular, nenhuma dor a de perdurar. Em 2012, Fernandão voltava ao Inter. Dessa vez como técnico. A passagem não foi marcante, mas o capitão foi o primeiro a observar que era necessária uma reformulação na estrutura do clube, ou o pior ocorreria. 

Talvez, o destino foi cruel com todos nós ao tirar Fernandão tão cedo de nossa convivência. Ou talvez, os Deuses que vestem vermelho quiseram um reforço para o time dos anjos. A segunda hipótese é a mais verdadeira. Quem sabe Fernandão esteja liderando o Inter em conquistas além do universo? O mundo ele conquistou. O próximo passo só seria esse. 

10 thoughts on “COLUNA – O brilho do eterno capitão

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