COLUNA – Morre Diego. Vive Maradona

Compartilhe:
Email this to someone
email
Share on Facebook
Facebook

Os amantes do esporte bretão perderam um de seus maiores expoentes. Faleceu Diego Armando Maradona. Maradona. Dieguito. “Diós”, para os argentinos. 

Esqueçamos por alguns minutos o Maradona extracampo, que recebe críticas – corretas, em inúmeros casos – e que acabou arranhando uma bela imagem construída com pincel nas chuteiras em lances geniais. Lembremos do gênio dentro de campo. Maradona está no panteão das maiores lendas do esporte. Aliás, para muitos, é a maior das estrelas. Se há quem defenda a superioridade de Pelé, há quem defenda com a mesma força Maradona. Dúvida de muitos. Eu sou “team Pelé”, mas com os olhos secos de emoção patriota, consigo, tranquilamente, defender Maradona em várias outras disputas, independente de ele ser vizinho nascido na fronteira pra lá de Uruguaiana. 

Maradona é daqueles ídolos que conseguiram se concretizar com a pelota por, acima de tudo, a individualidade. Em 1986, fez o que poucos fizeram: ganhou a Copa como um protagonista tão grande que passou para o naipe daqueles que “ganharam uma Copa sozinhos”. Não concordo com essa expressão. Existe um conjunto e sem ele nada ocorre. Porém, muitos utilizam da expressão. 

Aqui é constatação e não opinião: tal alcunha, Pelé, por exemplo, não possui. Em 1958 pode ter sido a estrela maior, mas Vavá, Didi, Zagalo e cia também foram maravilhosamente bem. Em 1970, Tostão, Jairzinho e, sobretudo, Rivelino, foram tão fundamentais quanto o Rei. 

Talvez, ao lado de Maradona, estejam Garrincha em 1962, Romário em 1994, Paolo Rossi em 1982… E paramos por aí. Estes foram tão brilhantes nas Copas que passaram a receber a fama de “ganharam a Copa sozinhos”. 

A Copa de 1986 de Maradona é tão brilhante que ele conseguiu, acima de tudo, encantar com dribles e gols, mas vencer as polêmicas. Na mesma partida do gol “la mano de Diós”, contra a Inglaterra, ele marcou um dos gols mais antológicos da história dos Mundiais, driblando todo o dia somente com a perna esquerda. 

Genial e louco na mesma medida, Maradona ainda levou o já desfalcado time argentino ao vice de 1990 e chegou a marcar um golaço na Copa de 1994, até ser pego no antidoping. 

Se a intensidade dentro de campo o elevou ao panteão dos campeões, a mesma loucura fora dele o vitimou tão jovem. Infelizmente, perdemos muito cedo um dos maiores de nossa história. Maradona é e sempre será eterno. Morreu Diego, o homem, a carne. Mas o espírito de Maradona sempre irá pairar onde a bola estiver rolando. Hoje, os céus já possuem um novo anjo em seu time. E a canhota abençoada segue observando os campinhos e estádios pelo mundo afora. 

Grêmio crescendo 

O tricolor cresce mais a cada dia. Renato prometeu e cumpriu. O time melhora e brilha a cada dia. 

Se ainda não há futebol de encher os olhos, já há evolução técnica e tática e as vitórias estão se acumulando. O que resta saber é se o time terá pique para manter o nível e brigar pelos títulos. A Copa do Brasil é um sonho super alcançável. Só depende de como a entrega se dará nos próximos jogos. Para o tricolor, o céu se tornou o limite. 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *