COLUNA – GreNal vencido por quem é melhor

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Vivemos mais uma página do clássico GreNal nesta semana. Em Caxias do Sul, sem público e com um gramado horroroso, o Grêmio levou a melhor, num gol de Jean Pyerre. Bola parada decisiva. Num GreNal equilibrado, prevaleceu algo que quase sempre é sagrado no futebol: venceu quem tem o melhor time. 

Claro que o imponderável pode ocorrer em vários momentos. Mas, de qualquer forma, a qualidade técnica decidiu o jogo. 

Em um confronto absolutamente equilibrado, uma mudança do técnico Renato Portaluppi mudou o jogo. Saiu Maicon, entrou Darlan. E o time do Grêmio mudou o jogo. Matheus Henrique, mais do que nunca, está jogando demais. Brilhou no meio de campo. Trocas de passes, marcação… Foi o dono da meia-cancha. 

Se faltou inspiração a Everton, Jean Pyerre decidiu com um gol de falta. Pode ter sido na sorte, mas foi decisivo. Um gol único, que foi o fator maior de diferença entre as duas equipes. E o gol só saiu devido a uma jogada individual de Alisson, que sofreu a falta. 

E é esta a diferença entre Grêmio e Internacional: jogadores decisivos e que partem pra cima. O Inter tem D’Alessandro, mas o Argentino já não consegue mais  driblar e criar como antigamente. Marcos Guilherme, que possui potencial para isto, não conseguiu ao longo do jogo criar oportunidades. Guerrero ficou com fome sem receber uma bola para finalizar. Porém, em relação a Guerrero, é preciso destacar a soberba atuação – sobretudo  de Geromel e de Kanemann, a zaga que cresce nos clássicos. 

De forma geral, foi um GreNal de baixo nível técnico, até por conta dos 129 dias de paralisação. Porém, até que fiquei surpreso. Esperava erros ainda maiores e um cansaço ainda mais elevado. De certa forma, os elencos venceram a falta de ritmo de jogo e o gramado horroroso do Centenário. 

Ainda é cedo para prognósticos, mas já sabemos onde as equipes precisam melhorar. O Inter ainda possui carências nas laterais e padece de criação no meio-campo. O Grêmio, mais encorpado, precisa apenas descobrir quem é o seu titular na segunda função do meio-campo, já que Maicon nitidamente está sendo ultrapassado por Darlan. 

Vamos aguardar os próximos jogos. De qualquer forma, num GreNal em pé de igualdade, venceu quem é melhor tecnicamente.

Paixonite Musto 

Musto levou mais um cartão amarelo no GreNal. Mais um. Colecionador, já nem espanta mais. O argentino só não foi expulso pela mudança de regra, no lance do pênalti marcado para o Grêmio. 

O que espanta é a paixão de Eduardo Coudet pelo volante. Nitidamente, Musto tem problemas graves. Não cobre com perfeição na marcação, não arma e não tem lançamento em profundidade. Sua maior atribuição é auxiliar na saída de bola, mas é pouco. Muito pouco. 

Lindoso está pedindo passagem. E Musto já está pedindo um banco de reservas. Falta Coudet enxergar. 

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