COLUNA – Cloroquito: uma mascote perfeito para a “Covid América”

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Em meio a pandemia e as dificuldades de vacinação, o Brasil resolveu sediar a Copa América. Um completo absurdo. 

Antes que me digam que as demais competições estão ocorrendo, digo que o problema é a falta total de necessidade. Realizar a Copa América no Brasil é colocar em nosso país um torneio que não trará absolutamente nada. Pelo contrário. Com as competições nacionais e internacionais clubísticas, os clubes – empresas de nosso país – seguem empregando. Ajudando milhares de famílias. 

Sem torcida, não terá hotelaria. Não terá giro da economia. Será apenas um bocado de estrangeiros circulando em nosso país. 

Para o Brasil, nada a acrescentar. Chama a atenção que para responder os e-mails das empresas que procuraram o Governo para venda de vacinas contra a covid-19, a demora foi significativa. Agora, para responder a solicitação da Conmebol após o declínio de Colômbia e Argentina, foi imediato. Prioridades? 

Que se reflita e se repense. Embora esteja na cara que não ocorrerá nenhuma mudança. Bolsonaro já confirmou a realização do torneio em pronunciamento em rede nacional. Só espero que o tiro não saia pela culatra. 

O governo federal, que tanto insistiu na Cloroquina – medicamento sem eficácia contra a covid-19 – deveria investir na criação da mascote desta competição, que ocorre em meio a pandemia. Sugiro Cloroquito como nome. Aproveita-se e já se mude o nome. Em 2021, Copa dá lugar a covid. Pena que o Governo Federal não tenha percebido isso.  

Ricardinhomania 

Diego Souza é uma unanimidade. Todos sabemos disso. Craque do ataque do Grêmio. Goleador nato. Um ídolo da torcida. Sua titularidade é incontestável. 

Porém, nos últimos meses, o torcedor tricolor foi picado pela Ricardinhomania. O atacante reserva que quando entra, marca gols. 

O garoto, que chegou ao Grêmio em 2020, está desfilando seu futebol em poucos minutos. Mas é extremamente letal. Contra o Brasiliense, fez mais um. É verdade que perdeu alguns gols feitos, mas, inegavelmente, é uma joia a ser lapidada.

Centroavante com faro de gol, já mostrou em vários momentos que está se moldando para ser um ídolo tricolor. Sabe se posicionar, é bom cabeceador e finaliza muito bem com as duas pernas. Já sabemos que está em condições de ser titular em diversos elencos do Brasileirão, mas enfrenta, no tricolor, uma óbvia reserva por ser companheiro de Diego Souza. Obviamente que o Grêmio está em ótima fase, isso ajuda a bola ir parar dentro do gol. Mas Ricardinho tem o mérito de marcar sempre que entra em campo. E isso é absolutamente louvável. 

Quis a história que o atacante perdesse pai e avô pra covid-19. Um drama familiar impossível de sequer comentar. Eu jamais vivenciei algo sequer semelhante. Só posso imaginar o que se passou na cabeça desse menino. Imaginei que uma – compreensível – queda de produção fosse ocorrer. Porém, bravamente, ele se concentrou, mesmo nos momentos de dificuldade. E fez da adversidade um recomeço. Encontrou na carreira a inspiração para vencer a dor.

No Gre-Nal que começou a decidir o Gauchão, citei na narração do gol de Ricardinho que “o pai e o avô, lá de cima, com certeza estavam vibrando com o sucesso daquele garoto de ouro”. E tenho convicção que isso é verdade. 

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