COLUNA – A força está na base, Grêmio

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A força está na base, Grêmio  

O tricolor começou sua temporada 2021 com a utilização de atletas da base em alguns jogos. Brenno, Ricardinho, Vanderson, Pedro Lucas, Gui Azevedo, entre outros, ganharam oportunidades e estão brilhando no time de cima. 

Renato Portaluppi ainda tem dificuldades em entender a necessidade do processo de renovação absolutamente necessário que precisa ocorrer no Grêmio. Ainda insiste em convicções que deram certo por um certo período, mas que encerraram seu ciclo. Maicon é um grande exemplo disso. Ou mesmo os goleiros, Vanderlei e Paulo Victor. 

Com apenas um jogo, Brenno mostrou ser superior a ambos. E estava aqui, na base. Há tempos que está aí, no banco de reservas. Pedindo passagem. E precisou de falhas dos dois goleiros para receber a oportunidade. 

Da mesma forma, Gui Azevedo é o atacante canhoto agudo que há tanto tempo se falava. Disse aqui nessa coluna algumas vezes: o Grêmio precisa de um jogador agudo de perna esquerda, para ter imprevisibilidade. Precisava de alguém com capacidade de quebrar linhas novamente, já que Pepê é apenas um corpo presente, mas com a mente na cidade do Porto, onde passará a desempenhar seu futebol. 

Na lateral, Vanderson é o cara. Infinitamente superior a Victor Ferraz e Orejuela, que passaram todo 2020 sendo inconstantes. O que impressiona é que os dois “cascudos” não fazem o básico: ir na linha de fundo e cruzar pra área ou armar lances ofensivos pelos lados. Algo que Vanderson já faz com precisão. 

Por essas e outras que cito a necessidade de o Grêmio observar suas categorias de base. Tenho a opinião de que contratação tem que ser de titular definitivo. Jogador incontestável. Mediano, não se traz. Se lapida algum da base para assumir o local em campo. Impressiona que o Grêmio tenha gasto tanto dinheiro e tenha escanteado sua categoria de base em vários momentos nos últimos anos. 

Tradicionalmente, o tricolor possui um base forte. Ronaldinho Gaúcho, Carlos Eduardo, Paulo Cesar Tinga, Lucas Leiva, Everton Cebolinha e tantos outros brilharam primeiro na base para depois encantarem no profissional. E a fórmula sempre foi repetida: em praticamente todos os anos, um garoto da base surge e ingressa no time. Nos últimos anos, o garoto precisa esperar pacientemente. E, em muitos casos, entra “passado”. Com atraso. Enquanto medalhões ganham constantes oportunidades.

Com 2021, o tricolor tem a chance de fazer da base protagonista novamente. Em 2020, o Grêmio foi vice-campeão da Copa São Paulo JR. Não é possível que não se aproveitem mais jovens daquele time. Que Renato enxergue isso. 

Era Miguel Angel começa  

Miguel Angel Ramirez começou sua era no Internacional. Claudicante, ainda precisa implementar seu estilo de jogo. Precisa fazer o elenco entender que a formatação tática e o aspecto técnico são diferentes em relação a Abel Braga (embora existam nuances semelhantes à de Eduardo Coudet).

Fico curioso com alguns atletas que parecem não se encaixar com esse estilo de toque de bola rápido e forte pressão ofensiva, como Rodrigo Dourado, por exemplo. Edenilson terá que se acostumar a ser um volante/armador, que marca e paga na frente. Ainda é cedo para falarmos de evolução ou de problemas. O trabalho é iniciante. Vamos aguardar. 

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