COLUNA – A chance de ouro do Atlético Mineiro

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O galo mineiro terá uma chance de ouro em 2020. Sem vencer o Campeonato Brasileiro desde 1971 – 49 anos – o time de Minas é o principal favorito para garantir o caneco de 2020. Hoje na terceira colocação – mas com um jogo a menos – o time do talentoso (e maluco) técnico Jorge Sampaoli possui 31 pontos e está três atrás do líder Internacional e do vice-líder Flamengo. 

Apesar de não ser o líder, o Galo possui uma vantagem extremamente importante: joga somente o Brasileirão. E isso pode fazer uma enorme diferença. Para que se tenha uma ideia: nos próximos 90 dias, o Galo jogará apenas 14 vezes. Terá várias semanas cheias para descansar seu elenco. Claro, essa “vantagem” é derivada da incompetência. O time já foi eliminado de todas as competições que poderia vencer nos matas. Com isso, pode se dedicar totalmente nos pontos corridos. 

Em um Brasileirão tão nivelado, descanso é um privilégio. E o técnico sabe disso. Sampaoli não pensa nunca em rodízio no elenco. Todo mundo joga sempre. A sistemática do time se mantém e o ataque é insaciável. 

Kenoex-Palmeiras e Santa Cruz, caiu como uma luva no time após jogar no futebol egípcio. Se deu tão bem que nem parece que chegou há pouco tempo. Savarino, venezuelano, é um excelente jogador. E Eduardo Sasha, conhecido do torcedor do Internacional, chegou fazendo gols. A defesa ainda parece um pouco inconsistente, mas, aos poucos, isso está sendo revisto. Sampaoli, tradicionalmente, vai ao ataque. No bom clichê futebolístico, seu melhor esquema defensivo é atacar. Lembremos da frase de Vanderlei Luxemburgo, nos áureos tempos de Palmeiras dos anos 90: “prefiro levar 3 e fazer 4 do que ganhar de 1×0”. Sampaoli é assim. Joga pra frente com seu time. Seus zagueiros atacam. E até o goleiro Everson, por jogar com os pés, se torna armador. Isso pesa (e muito) para o enorme poder de fogo do time, que está sempre atacando. 

O galo é, talvez, o time que mais bateu na trave. Já beliscou o campeonato incontáveis vezes. Já teve chances de ouro. Em 1985, por exemplo, era o único time grande na semifinal do então Campeonato por mata-mata. Chegou entre os quatro contra Coritiba, Bangu e Brasil de Pelotas. Apesar disso, não levou. Em 2012, beliscou, mas ficou atrás do Fluminense. Em 1999, parou no Corinthians. Fora as derrotas doídas em 1977 para o São Paulo e em 1980 para o Flamengo. 

Como se vê, chances já não faltaram. Mas nenhuma talvez como essa de 2020. Somente o Galo tem o Brasileirão como prioridade. E dá pra chegar. É só jogar. 

Grêmio e Inter, Inter e Grêmio 

Para a dupla, o Brasileirão nunca é prioridade. Em 2020, o Colorado é o líder e está muito bem. Pode brigar até o fim pelo título. Minha dúvida paira sobre como o técnico Coudet irá dividir seu elenco. Se puder jogar tudo “no máximo”, o Inter pode brigar. 

Já o Grêmio ainda engatinha no campeonato. Renato também parece optar por priorizar os mata-matas. Deve brigar pela posição intermediária, entre a 5ª ou 7ª colocação.

Ah, vale lembrar: além da Libertadores, os dois terão logo a Copa do Brasil. O tão falado “caminho mais curto para a Libertadores”. E agora? O que fazer? Eu sou pago para escrever. Coudert e Renato para treinar. Que tenham sabedoria!  

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