Casos de covid-19 avançam mais rápido no Interior do RS que em Porto Alegre

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Das cinco cidades com mais casos até terça-feira, quatro ficavam fora da Região Metropolitana  

Pelotas, no sul do Estado, soma 18 casos de Covid-19 – Crédito: Diário Popular

Porto Alegre foi o lugar onde a covid-19 ganhou impulso inicial no Rio Grande do Sul, mas ao longo de abril a pandemia vem crescendo em um ritmo três vezes mais rápido no Interior do que na Capital.  A interiorização do coronavírus espalha novos focos de contaminação em cidades como Passo Fundo, Lajeado e Marau e coloca pressão sobre a rede de atendimento hospitalar, que já apresenta taxas de ocupação das UTIs acima de 80% em alguns municípios, segundo levantamento da Secretaria Estadual da Saúde (SES).   

No começo do mês, a Capital registrava 190 casos confirmados de covid-19, enquanto todo o restante do Estado somava 115 ocorrências. Menos de um mês depois, a quantidade de notificações cresceu 2,3 vezes na metrópole, mas se multiplicou 7,3 vezes nas demais cidades até o começo da tarde desta terça-feira (28). Ou seja, a velocidade com que o vírus se espalha fora de Porto Alegre chega a ser três vezes maior.  

De acordo com dados oficiais da SES, até terça-feira, das cinco cidades com mais exames positivos para coronavírus, quatro ficavam fora da Região Metropolitana: Passo Fundo e Marau, no Norte, Lajeado, no Vale do Taquari, e Caxias, na Serra. 

Na metade do mês, o governo estadual aliviou restrições ao funcionamento do comércio com exceção das regiões Metropolitana e da Serra – que posteriormente acabou contemplada. Naquele momento, Porto Alegre, que tem 13% da população gaúcha, apresentava 45% dos casos de covid-19.

Proporção  

A mudança também representou uma inversão na proporção de casos em relação ao início do mês e segue uma nova tendência: as notificações no Interior saltaram de 38% dos registros para 62% no dia 25 e, nesta terça, já atingiam 66% em comparação a 34% entre os porto-alegrenses. O número de cidades engolidas pela pandemia também vem aumentando. Eram 51 em 1º de abril, e no meio-dia de terça somavam 131, equivalente a um quarto do Estado.  “Há cidades do Interior que não adotaram medidas de isolamento, ou tiveram um comportamento mais relaxado em relação à determinação de manter as pessoas em casa. Em Lajeado, por exemplo, houve muitas informações sobre pessoas nas ruas. Agora as UTIS estão ficando lotadas”, analisa o infectologista do Hospital Conceição André Luiz Machado da Silva. 

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