Campo Bom – Professores e alunos pedem apoio dos vereadores

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Plenário ficou lotado em Sessão Ordinária

Professores e estudantes lotaram o plenário da Câmara – Crédito: Divulgação.

Na última sessão ordinária (2), a Representante do CPERS Sindicato, Tânia Steffen, ocupou a tribuna popular para falar sobre o Projeto de Lei, proposto pelo Governador Eduardo Leite, que altera o plano de carreira dos professores.

O plenário da Câmara ficou lotado de professores e estudantes, que se mobilizaram e, em conjunto, pediram apoio do Poder Legislativo à greve dos professores. Foram feitos protestos e pronunciamentos em relação ao pacote de cortes contra professores e funcionários públicos. Em seu pronunciamento, Tânia expôs todas as dificuldades que os professores enfrentam, como o salário parcelado e atrasado, cinco anos sem reajuste, além dos direitos que irão perder caso a proposta do governador seja aprovada. “É preciso dialogar e debater com os representantes da categoria. É isso que queremos. Este projeto ataca especificamente quem recebe os menores salários, que são os trabalhadores ativos e inativos da educação. Temos cerca de 1.560 escolas envolvidas de alguma forma nesta grande grave do magistério”, ressaltou a representante.

Em seguida, foi votada a moção de contrariedade aos projetos de alteração no Plano de Carreira do Magistério Público, no Estatuto do Servidor e no Regime Próprio de Previdência Social do Estado. A matéria, de autoria dos vereadores Tiago Souza (PCdoB), Victor Souza (PCdoB), Jerri Moraes (MDB), Jair Wingert (PP) e Joceli Fragoso (PTB), foi aprovada por unanimidade. Os vereadores lembraram da importância do professor para o desenvolvimento do país. “Esta casa sempre defenderá a classe dos professores”, frisou o presidente da Casa, Paulo Tigre (MDB). “Estarei sempre ao lado dos alunos, dos professores e ao lado da educação”, destacou a Professora Sandra (PSDB).  “A Câmara está no lado de vocês nessa luta”, completou o vereador Jair Wingert (PP).

 

Ordem do dia

Dando continuidade à votação das matérias da ordem do dia, o presidente Paulo Tigre apresentou o requerimento que pede que a escola em construção no Bairro Firenze receba o nome de Sra. Ledy Blos Darli, cidadã campo-bonense e professora do município. “Nada mais justo que quando se dá nome a um prédio público, este nome tenha relação com a finalidade do prédio. Muitos professores sabem que a Sra. Ledy Blos foi uma das professoras mais antigas desse município. Nada mais justo do que o nome de uma escola seja o nome de um professor. Sem vínculos partidários e qualquer outra vinculação. Nada mais justo do que homenagear uma pessoa que dedicou sua vida a ensinar. Uma vida inteira a formar cidadãos, uma vida inteira dedicada ao sacerdócio do magistério”, disse Paulo Tigre. Professores e alunos aplaudiram a aprovação da matéria.

A vereadora Professora Sandra pediu o encaminhamento de oficio de agradecimento a todos os colaboradores que contribuíram de forma voluntária para a homenagem das 16 debutantes que foram homenageadas na última quarta-feira, 27 de novembro.

De autoria do vereador Alexandre Hoffmeister (PP), foi aprovado o requerimento da troca de poste na Rua Fredolino Martins, no bairro Imigrante Norte.

O vereador suplente Juarez Flor (PSB) solicitou com urgência à Corsan para que seja arrumado o vazamento no início da rua Imaculada Conceição, no bairro Genuíno Sampaio. Também pediu, juntamente com o vereador Tiago Souza (PCdoB), a criação de um espaço interligado entre o site oficial do município e o aplicativo Conecta Campo Bom, para que os munícipes possam ter a possibilidade de oferecer mão de obra através do envio e a anexação de currículos. Os parlamentares ainda solicitaram que sejam enviados Votos de Louvor às empresas de calçados e componentes. As demandas foram aprovadas.

Após as matérias do Legislativo, entraram em votação cinco (5) projetos de lei do Executivo Municipal. O projeto de lei referente à Criação da Guarda Municipal teve 9 votos a favor e um contrário. O projeto, que dispõe sobre o plano de carreira dos integrantes da Guarda Municipal, foi aprovado por unanimidade. Na ocasião, o presidente Paulo Tigre fez uso da tribuna para discutir a matéria. “Não há, em todas as pesquisas que fiz, uma Guarda Municipal no território nacional brasileiro que limite em 30 anos de idade para que a pessoa possa se inscrever para o concurso público. Colocar um limite de idade é um problema. Custa tanto para o município aumentar para 40 anos de idade? Isso é um ato discriminatório”, frisou o presidente. Tigre havia solicitado pedido de vistas ao projeto, mas foi reprovado pelos demais colegas, que votaram a favor da matéria apresentada.

O Projeto de Lei, referente a criação de cargos na Administração Municipal, com alteração na Lei Municipal nº 4.801, para reestruturar a Secretaria Municipal de Segurança e Trânsito, também foi aprovado por unanimidade. O Executivo também teve parecer favorável no Projeto de Lei que pede a alteração das leis municipais Nº 1.472, de 04/01/1993, Nº 3.509, de 15/12/2009, Nº 3.843, Nº 3.844, de 03/04/2012 e Nº 4.125, DE 18/03/2014. Já o Projeto de Lei nº 66/2019 do Executivo, referente ao desmembramento de lotes, foi suspenso.

 

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