Bolsonaro critica operação da Polícia Federal alusiva a “inquérito das fake news”

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Em pronunciamento, Presidente afirmou que ação foi “inadmissível” 

Bolsonaro criticou ação da Polícia Federal – Crédito: Reprodução YouTube

Em pronunciamento realizado na saída do Palácio do Planalto nesta quinta-feira (28), o presidente Jair Bolsonaro fez duras críticas à operação da Polícia Federal contra um suposto esquema de distribuição de notícias falsas. 

O chefe de Estado subiu o tom contra as decisões oriundas do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente àquela tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, que deu início à ofensiva deflagrada nesta quarta. “Acabou p...Ordens absurdas não se cumprem. É preciso dar um basta nisso. Chegamos no limite e não teremos mais um dia como o de ontem (quarta)”, resumiu ao se referir à série de mandados cumpridos contra apoiadores e deputados bolsonaristas.  

“Cidadãos tiveram suas casas violadas” 

Bolsonaro se solidarizou com aqueles que foram alvo de mandados de busca e apreensão durante a operação da PF e disse que a intenção seria liquidar com a mídia que é favorável ao seu governo. “Me coloco no lugar daqueles que tiveram a privacidade invadida. Querem tirar a mídia que tenho a meu favor sob o argumento de fake news. Todos nós, os poderes, têm pessoas que extrapolam. Eu tomo providências e espero que os outros poderes façam o mesmo. Cidadãos tiveram ontem (quarta) suas casas violadas”, acrescentou.  

O chefe de Estado afirmou que “invadir casas de pessoas inocentes” e submetê-las a humilhações é “inadmissível”. Ele classificou a quarta-feira como dia “triste” e alertou que seria o último do tipo. “Não foi justo o que aconteceu ontem”, disse. 

A operação  

Na manhã desta quarta-feira (27), a Polícia Federal cumpriu 29 mandados de busca e apreensão no âmbito do inquérito 4.781 do Supremo Tribunal Federal (STF) – o chamado “inquérito das fake news”, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, que apura a disseminação de notícias falsas pelas redes e suas fontes de financiamento. 

Entre os alvos da operação estão o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB), o empresário Luciano Hang, dono das Lojas Havan, e os blogueiros Allan dos Santos e Sara Winter. O deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP) também foi alvo de mandado. Todos são aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).  

Além deles, também aparecem na lista Winston Rodrigues Lima, Paulo Gonçalves Bezerra, Reynaldo Bianchi Junior, Bernardo Pires Kuster, Marcelo Stachin, Eduardo Fabres Portella, Edgard Gomes Corona, Edson Pires Salomão, Enzo Leonardo Suzi Momenti, Marcos Dominguez Bellizia, Otavio Oscar Fakhoury, Rafael Moreno e Rodrigo Barbosa Ribeiro. 

O chamado “inquérito das fake news” foi aberto em março de 2019, por portaria assinada pelo presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, para apurar ameaças, ofensas e notícias falsas disseminadas contra integrantes da corte e seus familiares. 

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