Entrevista com o Secretário Municipal de Segurança de Novo Hamburgo, General Roberto Jungthon

Jornal RS – Inicialmente o funcionamento dos radares de velocidade daqui da nossa cidade, começam a funcionar com testes?

Gen R J- Ora, isso é resultado de um estudo realizado em 2019, de quarenta locais com maiores índices de acidentes na cidade, o estudo realizado por uma empresa especializada que nos ofereceu uma solução para cada um desses pontos. No ano seguinte, foi realizada uma licitação para que uma empresa pudesse implantar esta solução que seria idealizada no ano anterior, foi feito um pregão (modalidade de licitação) e agora esse ano, nós estamos colocando em prática em alguns poucos pontos da cidade. Já temos três locais, Rótulo do Pio XII, Av. Nações e Rua Guia Lopes. Alguns desses pontos fazem parte do cercamento eletrônico, ou seja, que tem capacidade de reconhecer caracteres, e nesse sentido seriam inseridos no sistema que a gente chama de cercamento eletrônico. Esses locais estão contemplados naquela listagem inicial entre os primeiros com maior número de acidentes. A gente agora vai colocar em prática para verificar se nós conseguimos diminuir o número de acidentes, por intermédio desses equipamentos de fiscalização eletrônico.

Jornal RS – Quantos pontos na cidade têm câmeras?

Gen. R J- Ora, de cercamentos temos 29 locais, cada local pode ter dois ou mais câmeras, e de vídeo monitoramento mais de 100, mas no momento não teria condições de afirmar com exatidão.

Jornal RS- Qual é a finalidade desses radares dentro do município?

Gen. R J – Servem para evitar e reduzir o número de acidentes e salvar vidas, temos com frequência grande número de acidentes, a frota de veículos na cidade tem aumentado e o índice de acidentes também, observamos com tristeza o grande número de mortes no trânsito, mas é claro, o motorista tem que participar, pois o escopo, propósito do sistema é contribuir e reduzir esses números, porém, se o motorista não ajudar, senão as medidas serão inócuas. Num determinado momento faremos campanhas para que as pessoas se mobilizem em torno desse movimento de preservar a vida no trânsito, pois raríssimas vezes acontecem acidentes por falha técnica ou falha mecânica, a esmagadora maioria é por falha humana, ser a gente for um pouquinho mais previdente a gente pode evitar, perdas na família ou sequelas com pessoas que não conseguem se recuperar é muita tristeza ocasionado pelo acidente de trânsito é tudo isso que a gente quer evitar.

Jornal RS – Além das velocidades dos veículos, o sistema também vai fiscalizar os avanços em sinais vermelhos e também o avanço nas faixas de pedestres?

Gen. R J -Em alguns locais existe essa possibilidade sim. Para o pedestre quando o sinal estiver verde para ele, esse cidadão terá a certeza que, nenhum veículo vai atravessar a pista, a segurança do pedestre, está na faixa de segurança.

Jornal RS- E o projeto do ex-vereador Serjão, que as sinaleiras passassem a ter luz amarela após a meia noite, está em ação?

Gen. R J – Sim, alguns pontos da cidade já estão operando com essa metodologia fazendo experimentos para ver qual será o impacto.

Jornal RS- Temos observado que após a meia noite, em algumas sinaleiras com até quatro tempo, o motorista fica parado arriscando a ser assaltado?

Gen. R J- Bom, isso também depende daquela peça que fica entre o banco e o volante, considerando essas condições de sinal vermelho, amarelo ou amarelo piscante.

Precisamos de experimentos para se ter uma posição.

Jornal RS – Será que o motorista consegue observar todas essas movimentações, sem qualquer risco!

Gestão de risco, caberá ao motorista tomar todas as precauções.

Vejamos uma coisa, eu moro numa rua que para acessar tenho que tomar a rotatória, mas, grande parte das pessoas não param ali, logo estão vivas, porque o papai do Céu não quis chamá-las, as pessoas não respeitam o sinal, esta é a verdade. Por isso, ainda temos que investir mais na boa consciência para as pessoas se acertarem, talvez a força do hábito é que agem desse modo, mas aí, é que mora o perigo.

A diretoria de trânsito que está subordinada à secretaria de obras públicas e serviço urbano está fazendo esse monitoramento. Já existem sinais que estão sendo observados nesse sentido, ampliação do sistema é só uma questão de tempo, e são feitas em três fases é só a sequência para puder colocar em funcionamento. A certificação, uma vez que se trata de equipamento eletrônico, que vai mensurar corresponde à realidade, pois existem uma série de procedimentos e depois, embora a legislação seja taxativa nesse sentido de obrigação de sinalizar. A gente está prevendo a sinalização para alertar mais uma vez o motorista que tome cuidado naquele trecho não no sentido de evitar multa, isso é consequência, o fato gerador é o descumprimento da norma, que gera o fato.  Se todos cumprirem a norma, não tem multa, relação causa e efeito é flagrante.

O propósito mais uma vez é reduzir acidentes.

Jornal RS – A gente ouve muito que tudo isso é a indústria da multa. O que o Sr. Diria?

Gen. R J – Isto é uma visão equivocada, mas se quiser chamar de indústria da morte, indústria do acidente, indústria da lesão corporal, indústria da paraplegia, podem chamar de qualquer coisa, mas indústria da multa não é mesmo.

A multa não é causa, é consequência de uma conduta inadequada, quem não transgride, nunca será multado. Ainda não dispomos de recursos mais avançados, como inteligência artificial para gerenciar o sistema, em termos tecnológicos isto é possível, para atender toda a cidade, porém para isso, exige-se recursos financeiros ainda não disponíveis.

 Uma sala de controle que controla tudo, por isso se vê em filme, um rato invadindo o sistema. Entendemos que para tudo isso dar certo, é fundamental a participação e colaboração do motorista.

O que se tem observado é pessoas dirigindo com uma mão e a outra mão com um celular, isto não é possível, como também dirigir sem usar o cinto. Alguns até fazem discagem no celular, atender o celular, portanto, se o celular tocar ou necessitar fazer uma ligação, estacione o carro e assim o cidadão estará contribuindo para melhoria do trânsito em nossa cidade, conclui o Secretário.

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