5G começa a operar em Porto Alegre até sexta-feira; saiba o que muda

A primeira cidade a receber foi Brasília. Além da capital gaúcha, João Pessoa e Belo Horizonte devem receber sinal também até sexta. Conexão 5G oferece mais velocidade, redução do tempo de resposta e conexão estável.

Nesta sexta-feira (29), Porto Alegre e outras duas capitais brasileiras devem ter o sinal da internet 5G ativado em seus territórios. A previsão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), no entanto, pode ser antecipada na capital gaúcha, segundo a Prefeitura.

“A data de disponibilização pela Anatel será na sexta-feira, mas há grandes chances de ser antecipada”, diz o secretário Germano Bremm, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade de Porto Alegre (Smamus).

O 5G deve entregar mais velocidade para baixar e enviar arquivos; reduzir o tempo de resposta entre diferentes dispositivos; e tornar as conexões mais estáveis.

· 5G começa a operar em Porto Alegre e outras duas capitais

· Brasília foi a primeira cidade do país a contar com o chamado “5G puro”, oferecido na faixa de 3,5 gigahertz, que oferece a maior velocidade.

· Além de Porto Alegre, João Pessoa (PB) e Belo Horizonte (MG) devem ser as próximas cidades a receber a tecnologia.

· A previsão é que todas as capitais tenham o sinal ativado até o fim de setembro.

Segundo Moisés Moreira, conselheiro da Anatel, a Siga Antenado (entidade criada pelas operadoras Claro, TIM e Vivo, vencedoras da faixa de 3,5GHz do leilão do 5G) já concluiu a instalação de torres e de filtros para evitar interferência nessas três capitais.

Testes começaram a ser feitos nesta segunda-feira (25), e não foi identificado nenhum impeditivo para a ativação do sinal nessas três capitais.

· Porto Alegre tem 291 antenas de 4G licenciadas, que podem ser substituídas por 5G de acordo com a demanda e os planos de cada operadora.

“As empresas, neste momento, não disponibilizam onde vai ter o sinal 5G, porque isso é uma informação concorrencial, mas temos informação de que vai se concentrar na Orla do Guaíba, no Cais, no Centro Histórico e na redondeza do Instituto Caldeira, além de regiões como Bom Fim e Rio Branco, onde há grande adensamento populacional”, diz o secretário Germano Bremm, da Smamus.

· Dez vezes mais rápida, a internet 5G exige de cinco a dez vezes mais antenas do que o 4G.

· As operadoras estão negociando com as concessionárias das placas de rua, da iluminação pública, de forma gradativa e em paralelo com as antenas privadas.

· Além das 291 antenas já licenciadas, Porto Alegre também está preparada para receber antenas 5G no mobiliário urbano, ou seja, em:

o 42 mil placas de rua

o 100 mil postes de iluminação

o 1,5 mil paradas de ônibus

o 170 relógios de rua

A obrigação das operadoras é instalar uma antena para cada 100 mil habitantes, mas a prefeitura estima que esse número será superado rapidamente.

· O que muda

A média da velocidade 4G no Brasil entre as quatro maiores operadoras é de 17,1 Mbps (megabits por segundo), de acordo com um relatório da consultoria OpenSignal de maio de 2021.

O 5G, por sua vez, pode chegar à velocidade entre 1 e 10 Gbps – uma diferença de 100 vezes ou mais em relação ao 4G.

Essa diferença diz respeito somente à velocidade.

Mas o 5G também promete baixa latência, ou seja, um tempo mínimo de resposta entre um aparelho e os servidores de internet – aquele “delay” que acontece em ligações em vídeo, quando é preciso esperar uns segundos até que a pessoa do outro lado veja e ouça o que falamos.

Outra característica do 5G que difere das gerações de rede anteriores é que ele poderá lidar com muito mais dispositivos ligados ao mesmo tempo.

A conexão também será mais confiável, pois um aparelho vai poder se conectar com mais de uma antena ao mesmo tempo.

Tecnologias como os carros autônomos e a telemedicina devem avançar com o 5G, bem como a chamada “indústria 4.0” com toda a linha de produção automatizada.

Cirurgias feitas remotamente, por exemplo, serão mais confiáveis quando a rede oferecer um tempo de resposta mínimo.

Será preciso ter um celular compatível com a tecnologia 5G.

Em julho de 2022, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) listava cerca de 60 modelos homologados. Há aparelhos partindo de R$ 1, 3 mil.

Com o tempo, a tendência é que todos incorporem a compatibilidade, assim como aconteceu com o 4 G.

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