Exportações seguem em alta no setor calçadista

Vendas de calçados e de componentes para o exterior mantém elevação

As exportações de calçados e de componentes mantém o viés de alta, segundo informaram entidades setoriais na última quarta-feira (15). 

Dados divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontam que, entre janeiro e maio, as exportações de calçados somaram 64,24 milhões de pares, que geraram faturamento de US$ 538,72 milhões, elevações de 30,3% em volume e de 66,5% em receita na relação com igual período do ano passado. 

Em maio, os embarques somaram 10,5 milhões de pares, que geraram US$ 104 milhões, incrementos de 19,8% e de 59,5%, respectivamente, ante o mês cinco de 2021.

O cenário também segue positivo para as exportações de componentes para couro, calçados e artefatos. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal), entre janeiro e maio, as exportações do segmento somaram US$ 175 milhões, 21% mais do que no mesmo período do ano passado. 

Em maio, os embarques de componentes somaram US$ 37,38 milhões, 33% mais do que no mesmo mês de 2021.

O incremento das compras de calçados brasileiros por importadores norte-americanos segue sendo determinante para a performance positiva do setor.

“As exportações e calçados para os Estados Unidos, em volume, já estão quase 80% superiores às realizadas no mesmo período de 2019, na pré-pandemia”, avalia o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira.

Entre janeiro e maio, foram embarcados 10 milhões de pares para os EUA, o que corresponde a um faturamento de US$ 146,3 milhões, altas tanto em volume (+87,2%) quanto em receita (+108,6%) em relação ao mesmo período do ano passado. 

Segundo Ferreira, também influenciam positivamente as exportações para a América do Sul, que estão 30% acima dos níveis pré-pandêmicos. 

“Existem fatores macroeconômicos e até políticos que vêm influenciando nos resultados. No fator político, destaque para a guerra comercial entre Estados Unidos e China, que acabou por sobretaxar calçados chineses importados por compradores estadunidenses. No macroeconômico, destaque para o encarecimento dos fretes da Ásia, que tem feito com que compradores busquem fornecedores geograficamente mais próximos. Neste caso, como somos a maior indústria fora da Ásia, aparecemos como um player relevante”, avalia.

América Latina

O gestor de Mercado Internacional da Assintecal, Luiz Ribas Júnior, ressalta que segue o movimento de incremento dos embarques de componentes, especialmente para os países da América Latina, que sofrem com os altos custos dos fretes da China. 

“Dos oito principais destinos das exportações, cinco são da América Latina. Os países também registraram um incremento médio superior aos registros medianos (32% contra 21%)”, observa o executivo.

Além disso, o gestor destaca o aumento dos embarques para os Emirados Árabes Unidos (EAU) e para a República Dominicana, resultados de ações realizadas no primeiro semestre. 

“As exportações para os EAU aumentaram 98% (para US$ 947,2 mil) e para a República Dominicana 43% (para US$ 468 mil). Ambas são resultantes de negociações que ocorreram durante o Inspiramais, em janeiro, e na APLF [feira ocorrida em Dubai], em abril”, conta.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

1 × 4 =