Brasil criou 196,9 mil empregos formais em abril

No acumulado do ano, o saldo é de 770 mil vagas, segundo Caged

Brasília – Dados do balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados na última segunda-feira (6) revelam que, em abril, o Brasil criou 196.966 novos empregos formais, o que representa uma alta de 0,48% na comparação com o mês anterior.

O saldo é resultante de um total de 1.854.557 admissões e de 1.657.591 desligamentos. Com isso, os trabalhadores com carteira assinada no País estavam, naquele mês, em 41.448.948 vínculos.

De acordo com o Novo Caged, no acumulado de 2022 o saldo está em 770.593 empregos, número que decorre de um total de 7.715.322 admissões e de 6.944.729 desligamentos. Este saldo é 3,6% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado.

Segundo o secretário-executivo do Ministério do Trabalho, Bruno Dalcolmo, esse saldo negativo “é testemunho de maior base; de um maior estoque de empregos, portanto é natural que o percentual de crescimento diminua ao longo do tempo”, disse ao comentar que, no cenário de 2022, “não há expectativa de que se gere o mesmo número de empregos do ano passado, quando foram gerados mais de 2 milhões de empregos.

Ainda assim, segundo Dalcomo, a expectativa para 2022 é bastante positiva, com criação entre 1,5 milhão e 2 milhões de empregos até o fim do ano.

Setores

Em quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas foram registrados saldos positivos em abril, com destaque para o setor de serviços, que gerou 117.007 postos, distribuído principalmente nas atividades de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas.

O comércio gerou 29.261 novos postos, enquanto a indústria teve saldo de 26.378 postos concentrados principalmente na indústria de transformação (saldo de 22.520 postos). O setor de construção apresentou saldo de 25.341 postos.

O setor da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura diminuiu o número de empregos formais, com o número de desligamentos (96.842) ficando maior do que o de admissões (95.820). O saldo, portanto, ficou negativo, com 1.021 empregos a menos. (Agência Brasil)

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