Ranolfe promete decisão sobre oncologia na próxima semana

Porto Alegre – O governador Ranolfo Vieira Júnior garantiu na última segunda-feira (16) que tomará decisão final sobre a retomada dos atendimentos em oncologia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Novo Hamburgo no prazo de dez dias.

O anúncio foi feito em reunião realizada no Palácio Piratini que envolveu representantes do Hospital Regina, da Liga Feminina de Combate ao Câncer de Novo Hamburgo, das secretarias municipal e estadual de Saúde e integrantes da Comissão Especial de Acompanhamento da Referência Oncológica do SUS da Câmara Municipal de NH.

O encontro também teve a participação do deputado federal Lucas Redecker (PSDB), que articulou a reunião com o governador.

Ranolfo solicitará um estudo técnico sobre a demanda de recursos para os serviços prestados, mas adiantou que nada pode ser realizado “do dia para noite” sem um novo período de transição.

 “Esse assunto é complexo, especialmente, por estar judicializado. Não tem como eu chegar e dizer ‘vamos fazer assim ou assado’. Mas eu me comprometo em, até dez dias, comunicar a decisão final do Governo em relação à situação da oncologia em Novo Hamburgo. Quero ouvir a área técnica para saber até que ponto podemos avançar”, reiterou o governador.

A presidente da Liga de Combate ao Câncer, Regina Dau, ressaltou a necessidade de trazer de volta a oncologia SUS para o município ainda durante o período de transição, que encerra no dia 26 de maio, quando o Hospital Bom Jesus, de Taquara, assume integralmente os atendimentos encerrados pelo Hospital Regina. 

“Há interesse em construir dentro do Hospital Municipal uma oncologia. Mas quantos anos isso vai durar? Três, cinco anos? Neste período de transição, sugerimos um contrato emergencial com o Hospital Regina. Lá já está tudo montado e pronto. A instituição hamburguense já sinalizou como positiva essa opção. Nós tínhamos a oncologia SUS como referência. Essa transferência para Taquara é dolorida. E apresenta várias fases. São cerca de 40 quilômetros. Câncer é uma doença grave e há estudos que comprovam que, quanto mais perto de casa um paciente for tratado, maiores são as chances de cura”, explicou. 

A diretora-executiva do Hospital Regina, Giseli Albani, afirmou que a instituição se colocou à disposição para a prorrogação do contrato por mais seis meses. Mas salientou que os valores, em um novo contrato, precisam ser revistos para cobrir todos os atendimentos realizados. 

“Se nos apresentarem uma proposta de transição, nos colocamos à disposição. Mas queremos a garantia integral de recebimento dos valores para atender os pacientes”, disse.

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