Persistência levou jovem promessa a jogar na Europa

Prestes a abandonar o futebol, atacante Gustavo Furtado foi escolhido em seletiva e agora joga pelo sub-19 do Leixões, de Portugal  

Há dois anos, o atacante catarinense Gustavo Luiz Furtado, 19 anos, já não tinha esperanças de seguir carreira como atleta profissional. Mas, atuando pela Escola de Futebol Galo do Oeste, de Chapecó (SC), sua cidade natal, e treinado pelo técnico Santa Rosa, acabou se destacando nos treinos e jogos. Santa Rosa tinha ideia de levá-lo para o grupo do Concórdia Atlético Clube, mas a trajetória de Gustavo foi mais rápida.

A chance de ouro veio por meio de uma seletiva organizada pela Galo do Oeste, quando impressionou o empresário hamburguense Paulinho Schneider, que o levou para assinar contrato e jogar pela categoria sub-19 do Leixões, de Portugal. 

“Logo que ele tocou na bola, comentei que era diferenciado”, lembra Schneider, representante do clube português no Brasil e que agencia atletas para a Europa com os sócios Rogério Oliveira e Sidney Gaúcho, da Trianon Assessoria Esportiva.

“Temos orgulho do sucesso do nosso atleta Gustavo, que está realizando o sonho de todo o menino brasileiro, que sonha em jogar na Europa. Sabemos que o caminho não foi fácil, mas estamos sempre dando todo o suporte para que isto aconteça. Com a nossa assessoria, as chances de acerto são grandes. Temos experiência, ótimos contatos e sabemos o perfil que o mercado exige. Que o Gustavo seja um exemplo para os outros meninos que querem jogar no exterior”, comenta Rogério.

“O Gustavo está realizando o sonho de todo jogador brasileiro, que é jogar na Europa”, destaca Paulinho, que lembra as orientações passadas ao jovem atleta sobre as exigências do futebol europeu. “Orientei ele sobre a necessidade de disciplina tática, que é uma exigência dos treinadores europeus, e de ter resiliência caso não jogue e fique no banco”, lembra o empresário.

Adaptação a um outro país

Há um ano e cinco meses morando em Matosinhos, cidade vizinha a Porto, Gustavo comenta que a adaptação a outra cultura não foi fácil, mas que acabou se acostumando às diferenças da língua portuguesa nativa (com expressões e palavras diferentes do idioma brasileiro), à alimentação e à saudade de casa.

“No começo, é tudo muito diferente é complicado por estar longe do meu país, mas conforme foi passando o tempo eu me adaptei”, conta o jogador, que também teve de ser resiliente quando, já atuando pelo sub-19 do Leixões, sofreu lesão que o afastou dos gramados por quase cinco meses.

“No futebol, se passa por muitas dificuldades. Estar longe de casa foi uma delas, mas acredito que uma das piores foi ter me lesionado e ter tido que operar o joelho, o que mexeu muito comigo pois afetou psicológico junto com o medo de não poder mais jogar”, lembra o atacante, que é acompanhado de perto por Sidnei Gaúcho, destacado pela Trianon para assessorar os atletas brasileiros agenciados em Portugal.  

Gustavo conta que também teve de se adaptar ao estilo de jogo do futebol português, diferente do brasileiro principalmente por exigir do atleta muita obediência tática. “O futebol português é bem diferente do brasileiro. No começo, foi um pouco difícil se adaptar, mas se você estiver sempre focado no que está fazendo e no que faz você sempre irá se dar bem”, diz.

Agora, disputando a primeira divisão da Taça de Portugal na categoria sub-19 e já treinando na sub-23, Gustavo pretende seguir consolidando a carreira e conquistando ainda mais espaço no futebol europeu. “Quero continuar jogando e trabalhando forte para me tornar ainda melhor”, conclui.

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