“O Brasil está crescendo e crescerá muito mais”

Deputado Bibo Nunes (PL) reafirma apoio ao presidente Jair Bolsonaro, com quem está alinhado “pela causa do bolsonarismo, maior do que qualquer partido”, e ressalta que teve ação decisiva na articulação que trouxe investimento milionário para porto em Arroio do Sal.

Desde sua eleição, o senhor demonstra, com empenho e até entusiasmo, apoio político ao presidente Bolsonaro. Valeu a pena até aqui esse alinhamento?

Valeu. Repetiria mil vezes, não tive nenhuma decepção, apenas alegria. Temos que entender o momento que se passa, o governo enfrentando uma pandemia e agora uma guerra. Nós acabamos com a corrupção, não vimos nenhuma denúncia de corrupção no governo – que, antes, roubavam o Brasil de dia e ele crescia de noite. Agora, não roubam de dia e nem de noite e ele cresce em ambos.

Aliás, pelo Twitter, o senhor afirmou que “acabando a pandemia e a guerra, o Brasil em breve estará entre os países mais desenvolvidos do mundo”. O que o leva a acreditar nisso?

Só pelo convite da OCDE, que reúne os países mais desenvolvidos do mundo, quando convidou o Brasil a ingressar, já nos dá a credibilidade de um país com todas as possibilidades de crescer. O Brasil com a potência que é, oito milhões e meio de quilômetros quadrados, oitava economia do mundo, um país onde não há mais roubo, onde o governo trabalha com seriedade, onde patriotas… nenhum ministro foi preso até hoje! Os ministros da esquerda estão todos na cadeia, é uma grande diferença. Por isso, o Brasil está crescendo e crescerá muito mais.

A sua filiação ao PL – após a fusão do seu antigo partido, o PSL, com o Democratas, para a criação do União Brasil – levou em consideração sua próxima candidatura à Câmara ou ao Senado?

Eu fui o primeiro deputado no Brasil a me filiar, no momento que deferiu e o TSE aprovou a União Brasil, às sete e meia da noite, às oito horas da noite eu me filiei (ao PL). Escolhi o PL porque é o partido do presidente Bolsonaro, sigo o alinhamento, o nosso partido é a causa. Eu não defendo Bolsonaro, eu defendo a causa dele e essa causa se chama bolsonarismo e é maior do que qualquer partido. O pessoal fala muito sobre o Senado porque em duas pesquisas nas redes sociais eu tirei o primeiro lugar sem ser candidato ao Senado. Acredito que pela minha atuação e pelo meu combate ao STF, que, infelizmente, o Senado tem medo e eu não tenho medo e também não quero que o Senado tenha medo de mim, quero que eles me respeitem e eu respeite eles. Mas hoje no Brasil não tem isso, o STF faz um desrespeito ao poder Executivo e ao Legislativo, mas eu sou de combate. Com respeito, buscando justiça, seriedade e equidade dos poderes.

O senhor já obteve autorização de mais de R$ 5,3 milhões em emendas, no Orçamento deste ano, para as áreas de saúde e mobilidade. Os vales do Caí e do Sinos estão sendo beneficiados?

Estão sendo, sim. Campo Bom, mandei agora dinheiro para o hospital e já mandei para Novo Hamburgo. As cidades que me procuram, todas recebem valores, porque eu me elegi sem apoio de nenhum vereador e nenhum prefeito. Mas se for PT, PSOL, PCdoB, aí eu sinto muito, é melhor procurar a turma deles. Se não for um extremista de esquerda, pode vir que eu atendo muito bem a todos. Inclusive, em Brasília, chegam vereadores de municípios com dois mil habitantes que a maioria dos deputados nem recebem, eu recebo todos que venham ao meu gabinete. Ninguém sai sem ser recebido, no mínimo um sorriso e um cafezinho. A pessoa vem do Rio Grande do Sul para Brasília e eles se negam a receber, não pode ser político e tratar as pessoas assim.

Repercutiu, semanas atrás, o caso do empresário hamburguense que patrocinou carros de som com mensagens antivacinação de crianças, com seu apoio. O que motivou essa campanha? O senhor é contra a vacinação infantil contra a Covid?

Eu não acho que a mensagem dele era antivacinação, ele estava esclarecendo a população que poderíamos sim vacinar, mas ter a liberdade de escolha, se queremos vacinar ou não. Em momento algum tinha algo como “não vacine seu filho”, era uma explicação onde dizia que deveríamos ter o direito de liberdade de escolha. Eu me vacinei acreditando na vacina, meus filhos não quiseram se vacinar e eu respeitei a decisão deles. Agora, uma vacina com uma, duas, três, e quatro doses já vira seriado cômico.

Também pelo Twitter, o senhor criticou o aumento de preços dos combustíveis anunciado pela Petrobras, argumentando que a estatal deveria ter aguardado a votação no Congresso das medidas para conter os reajustes, intensificados pela Guerra na Ucrânia. Acha que esse pacote que está sendo votado vai mesmo conter os preços? O senhor é favorável à atual política de preços da Petrobras, alinhada à cotação internacional do barril de petróleo e ao câmbio?

Os entendidos em economia dizem que precisa ser assim, eu não entendo muito de economia e respeito muito o Guedes (Paulo Guedes, ministro da Economia). Agora, o que pode e foi feito é a redução de impostos, inclusive o ICMS único no Brasil, isso vai reduzir. Quando olhamos para os custos hoje do petróleo no mundo, o Brasil está entre os menores preços do mundo. Com certeza terá redução no preço dos combustíveis porque há menos impostos. A Petrobras está pagando 900 milhões de reais para a bolsa de Nova Iorque pelas falcatruas que fizeram na Petrobras que fizeram as ações cair, os investidores norte-americanos, que são sérios, simplesmente entraram e venceram. Esse dinheiro que está sendo pago é culpa do governo corrupto que tínhamos, as confusões que tivemos no “petrolão”.

O senhor apoia o projeto de lei, no Senado, que revoga o Estatuto do Desarmamento, considerado polêmica em pelo menos um ponto: a eliminação da exigência de marcação de munições para rastreio. Esse item, se aprovado, pode afetar o monitoramento das armas no Brasil pelas autoridades. O senhor concorda?

Eu sinceramente não entendi o que é isso: se me derem um revólver que está travado, eu não sei destravar. Eu nunca dei um tiro na vida, mas sou a favor do armamento, sou a favor de que o cidadão de bem se defenda e defenda a sua propriedade, quem precisa andar desarmado é bandido. Depois que o brasileiro se armou mais, baixou o número de homicídios no Brasil, isso é assim em todo o mundo. Essa história de que é arma que mata não é bem assim, então não dirija o carro para não matar ninguém também, quem mata é a pessoa. O cidadão precisa ter o direito de se defender.

O Ministério da Justiça determinou, na semana passada, a remoção do filme Como se Tornar o Pior Aluno da Escola do catálogo de plataformas de streaming. Dias depois, após repercussão negativa e acusações de censura, voltou atrás e mudou a classificação indicativa. O senhor vem se posicionando nas redes sociais contrário ao filme. Considera-o abusivo ou prejudicial?

Completamente. Eu acredito que não podemos confundir liberdade de expressão com libertinagem. Um filme que coloca um adulto abusando de uma criança é compreensível, é uma situação que faz parte da vida, mas esse filme diz que esse tipo de situação é normal. Ele está incentivando, dizendo ao jovem que não tem problema. Nesse caso, não considero uma ação de censura de maneira alguma, tudo tem os seus limites e esse filme ultrapassou todos os limites. Eu sou totalmente a favor da liberdade de expressão.

Em quase quatro anos do seu primeiro mandato, o senhor conseguiu que três projetos de sua autoria fossem aprovados e virassem leis. Considera sua atuação satisfatória no Congresso?

Pouquíssimos deputados em primeiro mandato conseguem aprovar três (projetos), sendo que uma dessas (leis) é lei complementar que precisa de 257 votos. Além disso, estou trazendo o maior investimento da história do Rio Grande do Sul, que é o Porto de Arroio do Sal, um investimento de R$ 30 bilhões. Havia índios aqui. Pega desde aquele tempo até os dias de hoje, junta todos e não dá um Bibo Nunes! É dinheiro privado e não público, norte-americanos virão pra cá, teremos um inicial de três mil empregos criados. 

Mas como foi sua articulação nesse megaprojeto?

Um dia eu estava em Brasília e um grupo de russos queria conversar comigo sobre um porto, que levariam para Santa Catarina, e os deputados de lá indicaram para levar para o Bibo Nunes, porque eles estavam há quase dois anos com deputados e senadores gaúchos tentando colocar o porto aqui e nunca andou. O vice-presidente da Rússia e o diretor da América Latina de Investimentos da Rússia vieram até aqui e não foram recebidos pelo governador do Estado, um investimento dessa natureza. Tem que ser ativo e ter atitude, quando chegaram em mim faltava apenas dois dias para expirar o prazo deles, eu saí correndo, falei com o presidente, vice-Presidente e ministro da Infraestrutura. Eu estou pela causa e não para me ajeitar, eu quero ajeitar o Brasil. Chegou um momento em que os russos queriam assinar o protocolo e o governador não queria assinar para proteger o Porto de Rio Grande. Eu falei que deveríamos abrir, devemos ter concorrência. Eu disse ao chefe de gabinete dele para assinar ou eu chamaria a imprensa e renunciaria ao meu mandato – eu não posso ser deputado com um governador de estado que não quer um investimento desses! Posteriormente, o governador assinou e continuamos a luta, mas no andar da carruagem. A Rússia começou a segurar um pouco os investimentos, mudou e hoje o porto é norte americano. Minha participação foi totalmente decisiva na articulação, me empenhei e fiz muito além, e como eu fiz todo meio campo eu ganharia até comissão de milhões de reais, mas eu recusei porque eu estou aqui pela causa. Essa é a diferença, é quem está pela causa – se meter comigo vai perder. Quando começou a pandemia, falei na tribuna para nós, deputados, darmos a nossa colaboração doando por três meses metade de nosso salário e nenhum quis. Na outra semana fui lá, falei que deveríamos ser solidários e ofereci 30% e ainda sim nenhum quis.

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