Abicalçados participa de audiência com Bolsonaro

Brasília – A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) e mais 16 associações representativas dos setores beneficiados pela prorrogação da desoneração da folha de pagamentos, medida publicada no Diário Oficial da União no fim do ano passado, estiveram nesta terça-feira (15) em audiência com o presidente Jair Bolsonaro e ministros do governo federal, entre eles o titular da pasta de Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni. 

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, agradeceu em nome do setor a medida da desoneração da folha de pagamentos, ressaltando que a mesma tem papel fundamental na recuperação dos empregos da atividade, que hoje soma mais de 270 mil postos diretos no País. 

Segundo o executivo, depois de gerar quase 27 mil vagas no ano passado, o setor iniciou o ano gerando mais de 5,8 mil postos em janeiro. “Essas quase 33 mil vagas geradas entre 2021 e janeiro são indicativos da recuperação da atividade e também da continuidade da medida, que oportuniza um alívio tributário de quase R$ 600 milhões por ano somente para o setor calçadista”, avalia. 

Reforma Tributária

No encontro, os setores representativos destacaram a importância da continuidade da desoneração da folha, mas defenderam uma Reforma Tributária mais robusta que, entre outras medidas, ampliasse a possibilidade para todos os segmentos da economia nacional. “O pior imposto é o imposto sobre geração de emprego. Não faz nenhum sentido em um país que quer gerar desenvolvimento, emprego e renda”, destaca Ferreira, ressaltando que o Governo se mostrou sensível à importância de uma reforma profunda no sistema tributário nacional. 

Desoneração

Criada no final de 2011, a desoneração da folha de pagamentos tem o objetivo de auxiliar setores econômicos intensivos em mão de obra na geração de empregos. A medida beneficia 17 atividades, nas quais as empresas podem substituir o pagamento de 20% sobre a folha de salários por 1% a 4,5% da receita bruta, excluindo as exportações. No caso do setor calçadista, é pago 1,5% sobre a receita. Pela prorrogação a medida segue válida até o final de 2023.

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