Situação é de alerta, mas não há risco de racionamento de água em Novo Hamburgo

Nível do Rio dos Sinos na Estação de Captação da Comusa chegou a 2,09m. Produção de milho deve sofrer quebra de até 25%

Novo Hamburgo – A estiagem em Novo Hamburgo tem mantido as autoridades em alerta, em especial devido ao calor registrado nesta semana após as chuvas do início do ano, que amenizaram a situação que se agrava em todo o RS. O nível do Rio dos Sinos, na Estação de Captação da Comusa, chegou a 2,09 metros na última quinta-feira (13), índice considerado abaixo da média, mas que não implicará em racionamento. Na zona rural do município, a cultura do milho é a mais afetada, com quebra na produção estimada em até 25%.

Segundo a Comusa, o volume de chuvas do começo do ano elevou, levemente, o nível do rio, mas a bacia hidrográfica não reteve a água, que acaba escoando rapidamente. “Ainda estamos em alerta e trabalhando em planos de contingência para lidar com a falta de chuvas. Nesta quinta-feira, o nível do rio atingiu os 2,09m, considerado um nível abaixo da média, mas não há risco de racionamento. Nosso sistema nos permite captar água em índices mais baixos”, explica a diretora-geral da autarquia, Andrea Braun.

A Comusa intensificará, em janeiro e fevereiro, a conscientização da população sobre o uso racional da água. A campanha #FechaPraPreservar foi iniciada em dezembro de 2021, nas redes sociais e site da autarquia, antecipando a estiagem de janeiro. 

 

Produção rural 

Os técnicos da Diretoria de Desenvolvimento Rural da Prefeitura e da EMATER vêm monitorando as atividades agropecuárias na área rural do município. Embora as últimas chuvas tenham amenizado os impactos da estiagem sobre as lavouras, estima-se até o momento uma quebra de 25% na produção de grãos de milho, principal cultura atingida pela estiagem. Os impactos sobre a produção de hortaliças são menores, pois a maioria dos produtores de Lomba Grande possuem lavouras irrigadas e os açudes ainda possuem reserva d’água suficiente para a demanda.

A produção agropecuária de Novo Hamburgo não está sendo tão afetada como a dos municípios no centro do Estado. A situação atual não se equipara a que o município sofreu no ano de 2013, quando declarou situação de emergência devido à seca.

Além de acompanharem a situação das plantações e da criação de animais, a administração pública e a EMATER estão dando respaldo técnico aos produtores do município. Os agricultores que tiverem maiores perdas e fizeram financiamento agrícola serão orientados dos procedimentos necessários para requisição do seguro.

Consórcio Pró-Sinos monitora situação do Rio

A situação do Rio dos Sinos vem sendo monitorada também pelo Consórcio Pró-Sinos. A falta de chuva dos últimos dias e o registro de temperaturas na casa dos 40°C oferecem risco para a região. O nível do rio segue baixando, mas, diferentemente da semana passada, não foram registradas mortes de peixes.

Interlocutor entre os 28 municípios consorciados dos 30 que compõem a bacia hidrográfica, o Pró-Sinos tem compartilhado informações técnicas e acompanhado a repercussão em cada cidade. A plataforma do Programa de Monitoramento Espacial do Pró-Sinos contempla dados sobre a qualidade da água, o acumulado de chuva, o nível do rio e a vazão.

 

Atenta, população economiza água

Atentos à estiagem, alguns hamburguenses entrevistados pela reportagem do Jornal RS revelam como racionalizam o consumo de água. O empresário Leomar Winter, do bairro Canudos, acredita na participação de todos para evitar o desperdício. “Cada um tem de fazer o seu papel. Não adianta se preocupar com a Amazônia e jogar lixo na rua e poluir os rios e as praias. É preciso reduzir o consumo de água, não lavar o carro nem a calçada”, alerta. 

A comerciante Regiane Ferraz de Godói, do bairro Liberdade, reaproveita a água utilizada na máquina de lavar roupas para outras limpezas da casa e da calçada. “Aproveito muito a água da chuva que, armazenada, também pode ser reaproveitada”, ensina. 

 

 

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