COLUNA – “O Galo ganhô!”

O título desta coluna é uma homenagem ao meu ídolo Mário Henrique Caixa, narrador da Rádio Itatiaia e um dos principais nomes do rádio esportivo no Brasil. Voz de alguns dos principais títulos da gloriosa história do Atlético Mineiro, o “Caixa” rasgou a garganta nas últimas semanas ao narrar os títulos do Brasileirão e da Copa do Brasil. E utilizou bastante esse bordão. 

E não foi só ele. A imensa nação atleticana explodiu em todo país com a retomada do título do Brasileirão 50 anos depois e o bicampeonato da Copa, consagrando um time que foi, com sobras, o melhor do país em toda a temporada. 

O que mais vale neste momento é enaltecer que o Galo finalmente não tremeu na hora da decisão de um Nacional. Após 1971, quando havia conquistado seu único título até então, o time mineiro já havia batido na trave uma porção de vezes. Em muitas, com o melhor time do Campeonato. Quis o destino que dolorosas derrotas ocorressem.

Em 1977, o time sobrou. Acabou derrotado na final contra o São Paulo, nos pênaltis. Em 1980, mesmo com um time formidável, bateu de frente com o grande Flamengo de Zico. Em 1985, o único grande a chegar na semifinal, mas acabou derrotado pelo Coritiba. Em 1987, grande campanha e queda numa semifinal disputadíssima contra o Flamengo. 

Na década de 90, outro grande time formado em 1999 e uma derrota dolorida contra o Corinthians. Em 2012, outra grande campanha acabou superada por uma colossal participação do Fluminense. E, nos últimos anos, uma coleção de bons elencos que tremeram na Hora H. 

Faltava algo. Em 2021, esse algo chegou. Chegou um time concentrado e que não se assustou nas adversidades, como em outrora. Hulk, Nacho, Diego Costa, Vargas e cia, se mostraram cascudos e vencedores. Nomes que, sob o comando de Cuca, passaram a amassar os adversários. Cuca, aliás, ultrapassou Telê Santana, na minha concepção, e se tornou o maior técnico da história do clube. Afinal, possui Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil na casamata do Galo. É mole?

O time redondo se mostrou eficaz e correto em sua estratégia. O dinheiro investido no início da temporada deu bons resultados. O trabalho de Rodrigo Caetano foi, mais uma vez, absolutamente decisivo. 

Não se sabe até quando esse time do Galo seguirá voando. Mas é certo que emplacar cinco nomes da seleção do Campeonato é digno de entrar na história. E conquistar Copa do Brasil e Brasileirão com tamanha distância, é tão histórico quanto. 

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