COLUNA – Um Inter claudicante

O Colorado pisou forte em campo no clássico GreNal. Jogou com raiva. Com ódio. Como Moisés disse, em vídeo divulgado pela assessoria do clube, aproveitou a oportunidade “de afundar o rival”. Vitória categórica.

Porém, essa raiva, essa força demonstrada, foi, literalmente, um amor de verão. Nada mais do que isso. O time segue extremamente oscilante. Não consegue engrenar. Não convence. Na quarta, perdeu para o Cuiabá sem jogar absolutamente nada. 

O Colorado vive uma fase de calmaria por conta da fase catastrófica do rival. Isso é nítido. O Inter também vive um ano aquém do esperado, joga com dificuldade em todas as partidas. Mas, acima de tudo, não possui características de time vencedor.

Obviamente, a qualidade técnica não é nenhum primor. Mas não podemos esquecer que este mesmo elenco conquistou um inacreditável vice-campeonato brasileiro, em campanha incrível na última temporada.

O que mais “pega” é que o Inter regrediu. Bom, se levarmos em consideração o trabalho de Diego Aguirre em comparação ao de Miguel Angel Ramirez, até podemos dizer que evoluiu. Porém, ainda é bem abaixo do que Abel Braga e Eduardo Coudet fizeram.

Com a facilidade, que chega a ser uma banalização, de conquistas de vagas na Libertadores, percebe-se que o Inter entrará, sem muito esforço, em mais uma competição continental. Isso deve-se ao fato de o time ter pontuado em momentos importantes da competição, embora tenha vencido muito mais na garra do que no futebol bem jogado. A vitória, evidentemente, é legítima. Seja ela da forma que for conquistada nas quatro linhas. Mas o futebol por uma bola, que o Inter mantém como base desde 2017, já cansou. E todos sabem disso.

Para 2022, o time precisará evoluir. Muito. Ou será somente um turista na Libertadores, como foi nas últimas temporadas. 

Na vitória, também azarado  

Na rodada em que venceu jogando bem, o Grêmio decepcionou-se com a falta de sorte. Resultados paralelos não ajudaram e o time segue na zona da degola e bem abaixo da pontuação dos adversários. 

Eu ainda acredito na salvação, pois aposto em 6 pontos nos próximos dois jogos e depois batalhas felizes para o lado tricolor contra Bahia e São Paulo. Porém, quando nem a sorte ajuda, é hora de rezar. E parece que só a prece pode salvar o tricolor.

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