COLUNA – Prepare o bolso, torcedor brasileiro!

Normalmente, falamos para preparar o coração antes de um jogo de futebol no país. Porém, com a aprovação da Lei do Mandante, o torcedor terá que preparar o bolso para assistir seu clube do coração.

Basicamente, cada clube poderá vender os direitos de sua partida enquanto mandante de forma individual. Na prática, simboliza que cada jogo pode ser transmitido em um lugar diferente, não existindo mais a obrigatoriedade de os clubes cumprirem determinações contratuais das competições a partir de 2024. 

Num primeiro momento, cantou-se alegremente com a queda do “monopólio exercido pelo veículo X”. A ruptura, a bem da verdade, já está em andamento desde que a emissora tradicional no futebol perdeu algumas de suas competições. 

O que muitos não se deram conta, é que o valor para assistir futebol está aumentando exponencialmente. As competições estão divididas em diversos canais e cada um cobra um valor. Por exemplo: mesmo que você tenha um super pacote da SKY ou NET/Claro, terá que desembolsar mais R$ 40,00 para ter a Conmebol TV e assistir Libertadores e Sul-Americana. Esta tônica ocorrerá também nos pacotes individuais do futuro.

Um exemplo prático do que pode acontece: um time da dupla GreNal encara o Fortaleza, fora de casa. Para assistir esse jogo avulso, o torcedor pode ter que pagar um valor X para o canal via internet do clube cearense, por exemplo. Na outra semana, o time gaúcho vai a Minas Gerais encarar o Atlético/MG. Novamente: um valor a ser pago para o stream do time mineiro para assistir o jogo. Claro que em muitos casos a TV aberta transmitirá, sem custos. Mas exemplos como esse que citei podem ocorrer a todo instante.

Temo também pelas emissoras de rádio que, de acordo com o texto, terão que pagar direitos para transmitir. Num universo em profunda crise, pode ser um tiro de misericórdia em emissoras que estão lutando para sobreviver e que ganham algo ínfimo perante ao que os clubes arrecadam. Espero que exista a sabedoria entre clubes e emissoras para entender as realidades de cada um. Ou, quem sabe, que as Associações de Cronistas auxiliem nesta intermediação.

O futebol já é um produto caro para se consumir. E pode se tornar ainda mais. Prepare o bolso, torcedor! 

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