NOVO HAMBURGO – CDL-NH não concorda com o aumento do IPTU em até 300%

Presidente Jorge Stoffel criticou duramente o projeto  

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Novo Hamburgo (CDL-NH), se manifesta contraria o aumento em até 300% do Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) no município. 

O presidente da CDL-NH, Jorge Stoffel, criticou o projeto que foi encaminhado pela prefeitura, à câmara, e que deve ser votado nesta 4ª feira, prevendo aumento em até 300% no Imposto Predial e Territorial Urbano. “Nossos lojistas estão exauridos pelas incansáveis medidas que foram submetidos em função da pandemia, dos resultados negativos com as vendas e sensibilizados pela quantidade de portas e negócios sendo fechados em Novo Hamburgo, se vêem mais uma vez diante do ‘assombro aumento’ do IPTU em até 300% “, expõe Jorge.

A CDL-NH sugere mais diálogo por parte do executivo com a sociedade. “Parece estarem vivendo em outro mundo, pois é só andar pela cidade e ver a realidade da atividade empresarial sendo ocupada, com velocidade, pelas duas maiores redes de pontos comerciais: a aluga-se e a vende-se. E, pelo estágio da crise, quantas lojas e serviços ainda serão interrompidos? A resposta dá medo”, aponta o presidente da entidade.

Medidas  

Já o diretor Jurídico da CDL-NH, Henrique Breidenbach, as medidas de austeridade, corte de gastos e maior eficiência na gestão pública que podem e devem nortear as ações do executivo é possível realizar o plano de governo sem que a população seja levada a mais um aumento excessivo no tributo.

“Se existem distorções nos valores alocados na planta genérica do município é certo que este não é o melhor momento para corrigi-las, bem como, o de se utilizar “a velha política” para fazê-lo sem a plena discussão com a sociedade que é quem vai pagar pelo aumento, se aprovado”,  ressalta Henrique.

Questionamentos  

Ele aponta ainda que “não há que se questionar a legitimidade do lojista e do prestador de serviços em se insurgirem contra o aumento alegando que são meros arrecadadores, pois como é sabido, o aumento vai para os preços que, quando deixam de ser competitivos paralisam o negócio que, por sua vez, termina com o acréscimo no já altíssimo índice de desemprego. Se há recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) para a revisão, esta deve ser fortemente questionada pelas autoridades, pois se existe a alegada distorção por tanto tempo, definitivamente não é o momento adequado para a sua correção. Mesmo que houvesse uma proposta de benefício àqueles que executam atividades empreendedoras nos imóveis, privilegiando quem trabalha em prol da geração de renda. Em última instância, às consequências são distribuídas por toda a sociedade. Da nossa parte fica aqui declarado o repúdio a qualquer aumento de taxas e tributos num momento em que a economia do nosso País, do nosso Estado e do nosso Município batalha na tentativa de sobreviver”, Finaliza o jurídico da CDL.

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