PAÍS – Feriado de 7 de setembro reserva diversas manifestações

Atos favoráveis e contrários ao Governo Federal ocorrem em diversos pontos do país

Manifestações estão agendadas nas principais capitais do país para o próximo dia 7 de setembro, feriado nacional alusivo à Independência do Brasil. Com críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente em relação ao ministro Alexandre de Moraes, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro prometem ir às ruas em defesa da liberdade de expressão. O ato está em processo de organização há mais de um mês e deve ocorrer em diversas capitais e cidades do interior do país.

A mobilização, organizada por grupos favoráveis ao chefe do executivo, que já confirmou presença em Brasília, na Esplanada dos Ministérios, e também na Avenida Paulista, foi impulsionada após inquéritos e investigações iniciados no STF promoverem prisões, apreensões, quebras de sigilos, censura de conteúdo e restrições de liberdade.

Instabilidade entre poderes 

A tensão entre os poderes aumentou principalmente após a crise do Covid-19, em divergências e discussões acerca de temas como interferência política, suspeitas de fraude eleitoral e a própria gestão da pandemia, quando Bolsonaro foi obrigado pelo STF a passar o bastão e o poder para governadores e prefeitos.

Temendo a proporção das manifestações e o risco de invasão nos prédios das instituições, líderes da oposição ao governo na Câmara assinaram requerimento para convocar o ministro da Justiça, Anderson Torres, a explicar as medidas tomadas pela pasta para evitar ataques contra instituições no feriado.

Senado, Câmara e o Supremo Tribunal Federal (STF) pediram ao governo do Distrito Federal reforço na segurança da Esplanada dos Ministérios. A principal preocupação é com a presença de supostos radicais bolsonaristas. O governador Ibaneis Rocha (MDB) decretou ponto facultativo às vésperas do feriado para evitar aglomerações.

Oposição

Na direção oposta às manifestações organizadas por apoiadores do presidente da República, movimentos populares que criticam o governo federal terão ato em Brasília e em São Paulo no mesmo dia. Em nota enviada à imprensa, o movimento Grito dos Excluídos informou que irá concentrar o protesto contra o chefe do Executivo, mencionando pautas como os preços dos combustíveis, do gás de cozinha, dos alimentos e da conta de luz.

A atuação do chefe do governo na condução da pandemia também será alvo de críticas. Partidos políticos, grupos estudantis e centrais sindicais também se mobilizam para participar dos atos.

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