Documentário sobre vivência de pessoas trans tem como entrevistado morador de Novo Hamburgo

“Intransitivo” será produzido por uma equipe formada exclusivamente por pessoas transgêneras, e tem estreia prevista para setembro 

Aprovado pelo Edital “Criação e Formação Diversidade das Culturas” da Sedac em parceria com a Fundação Marcopolo, um dos mais importantes da história do sul do país, o filme documentário “Intransitivo: um documentário sobre narrativas trans” contará as histórias de vida de 8 pessoas trans de diferentes pontos do Rio Grande do Sul. O desenvolvedor de jogos digitais e artista Henrique Reis de Oliveira é um dos entrevistados

As gravações das entrevistas aconteceram em locais escolhidos pelas pessoas entrevistadas. A ideia de que a escolha partisse delas, simboliza o objetivo maior do projeto: a identificação e reconhecimento do público com realidades diversas de pessoas trans. Henrique, homem trans, optou por gravar na Feevale, onde concluiu sua formação em Jogos Digitais. 

Dados  

No país que figura como líder no ranking dos que mais matam pessoas trans no mundo pelo 13º ano consecutivo, mostrar que existem possibilidades de vida fora desta realidade – constantemente reafirmada pela mídia – é uma forma de resgatar a dignidade dessa população tão vulnerabilizada. Henrique é portador de uma doença rara e comenta: “Em relação a minha deficiência eu não tenho nenhum limitante, que me deixe de fazer as coisas que eu tenho vontade, eu posso fazer tudo. Só que eu me sinto muito mal porque tu confunde muito isso. Tu não sabe o que tu te incomoda com a tua deficiência ou o que te incomoda porque tu não te identifica com o gênero que te foi imposto. E ninguém explica que são coisas diferentes.”

Time  

O time formado por Gabz 404, Gustavo Deon, Lau Graef e Luka Machado veio até Novo Hamburgo entrevistar Henrique. “Intransitivo” será um longa metragem que buscará trazer histórias e percepções mais profundas, coesas e realistas, já que a equipe que conduziu as entrevistas também é formada por pessoas trans. Com a construção deste ambiente seguro é possível evitar perguntas invasivas. Por fim, a equipe enfatiza: “se calar é contribuir com os dados de transfobia, não compartilhar nossas vitórias é contribuir com as taxas de suicídio entre os nossos”.

Para saber mais sobre a história dele e das outras sete pessoas entrevistadas, é possível acompanhar a equipe de produção do filme pelo perfil @instransitivo.doc no Instagram e se manter atento para o pré-lançamento do filme que acontecerá no dia 24 de setembro com venda de ingresso ainda a ser anunciada na página. Mais tarde o filme estará disponível e de acesso gratuito através do Youtube.

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