COLUNA – Extra! Extra! E.T. deixa o seu planeta!

O dia 5 de agosto de 2021 ficará marcado eternamente na história do futebol. Para quem acompanha o esporte na sua mais pura essência, a quinta-feira representou a queda de uma era. Lionel Messi deixou o Barcelona, após 17 temporadas e 672 gols. São estes os números do maior ídolo da história catalã.

Obviamente, a saída de Messi causou comoção nos amantes do esporte. No meu caso, cresci vendo Messi jogar. Nasci em 1996 e comecei a acompanhar futebol em 2003. Lembro como se fosse ontem de uma capa da revista Placar que recebi na minha casa no longínquo ano de 2006. “Você conhece este rapaz ao lado de Ronaldinho Gaúcho?” era a manchete. Aquele rapaz era Messi. Jovem, com cara de adolescente na imagem, Messi sonhava em atuar ao lado de Ronaldinho, naquela altura a maior estrela do futebol mundial e que reinava soberano em terras catalãs. Quis o destino que 2006 fosse exatamente o ano da virada na carreira de ambos.

Messi, jovem, foi convocado à Copa pela Argentina naquele ano. Marcou gol contra Sérvia e Montenegro e foi decisivo em algumas partidas. No Barcelona, começou a ganhar espaço e ser titular. Ronaldinho decepcionou na Copa, perdeu o Mundial Interclubes pro Inter e começou a ver a sua carreira entrar em declínio. 

Ao mesmo tempo em que Cristiano Ronaldo começava a brilhar no Manchester United, Messi brilhara em Barcelona. A rivalidade começou ali. E foi esta rivalidade que puxou ambos para cima. Nos tempos em que CR7 estava no Real Madrid, os clássicos espanhóis eram a mais pura expressão da beleza no futebol. Dois fenômenos. Craques. Os gênios de seu tempo.

Messi cresceu na carreira de forma inimaginável. Gols, dribles, magia. Tudo transcorreu de forma única em sua vida. Um verdadeiro mito de sua era. Foi brilhando em campo que se tornou um mito do futebol. Um jogador único. Para muitos, o melhor pós Pelé. Ou até o melhor da história. Não sei até que ponto há verdade nisso, embora considere impossível existir alguém semelhante a Pelé. Porém, inegavelmente, a camiseta do Barcelona com Messi ostentando a número 10 tornou- se tornou uma marca. Uma legenda de futebol. Algo único.

No dia 5 de agosto de 2021, a nave-mãe pousou no Planeta Catalunha e buscou um extraterrestre. Provavelmente, ela se esqueceu dele aqui na Terra em algum momento do ano de 1987. Hoje, ela resolveu buscá-lo no Planeta Catalunha. Provavelmente, ela o deixará em outro Planeta. Será no planeta Paris, para o PSG? Ou no Planeta Manchester City, onde Pep Guardiola o aguarda? 

O certo é que veremos Messi ainda brilhando em algum planeta da bola. Aos 34 anos, ele tem muita lenha para queimar. E nós temos a sorte de poder ver este mito ainda em ação. Aproveite cada momento de Messi em campo. Nós somos privilegiados, assim como os que viram Pelé no passado. Sorte de poucos. Confesso que estou ansioso para ver o seu destino. É viver e aguardar os próximos capítulos. 

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