COLUNA – Entre sucrilhos, cervejas e medalhas

Sou fanático pelas Olimpíadas. Apesar de ter no futebol meu carro-chefe no jornalismo esportivo, sempre que o ano olímpico começa, já prevejo que serão 15 ou 20 dias em que modificarei minha rotina, na medida do possível. 

Em 2021, as Olimpíadas serão em Tóquio. Ou seja: será na madrugada, em muitos momentos. 

Em 2002, na Copa do Mundo do Japão e Coréia do Sul, ainda não acompanhava futebol. Mas me lembro de acordar em algumas madrugadas e observar minha mãe na sala assistindo aos jogos que começavam em horários como três ou cinco da manhã. 

Obviamente, é inviável varar a madrugada todos os dias assistindo os espetáculos. Mas, não nego, muitos momentos terão meus olhos vidrados. 

Olimpíada traz consigo um clima de esporte único. Apesar de ser um apaixonado por Copa do Mundo e por futebol, vejo a Olimpíada como algo superior no que se refere ao esporte em si. E não digo isso pela óbvia menção ao número de esportes ali praticados, mas sim pelo espírito olímpico. A dedicação dos atletas em um bem que muitas vezes é a única aparição a nível mundial em todo o Planeta.

Sei que praticamente todos os esportes possuem Copa do Mundo. Mas é inegável que o apelo é infinitamente maior e único em se tratando do futebol. E é nisso que sempre me pego às vésperas dos jogos olímpicos.

Sempre friso que brasileiro (com exceção do futebol) é um apaixonado por vencer. Não por esporte. Um esporte só entra em evidência quando há algum brasileiro vencendo. Foi assim com Gustavo Kuerten no Tênis, Daiane dos Santos na ginástica, Rodrigo Pessoa no hipismo, Gabriel Medina no surfe, Vanderlei Cordeiro no atletismo e por aí afora. E até mesmo na Fórmula 1, saindo da esfera olímpica, que perdeu grande parte da sua legião de fãs brasileiros após a morte de Ayrton Senna.

Talvez, os esportes coletivos tenham mais sorte neste contexto. Basquete e vôlei possuem uma legião de fãs, mesmo em fases médias de nossas seleções. Ainda neste recorte, o basquete sofre ainda mais, já que o Brasil raramente consegue pontear disputas, algo comum no vôlei.

Obviamente, os esportes mais tradicionais ocupam a maior parte do noticiário. Mas o que dá mais gosto de ver nos Jogos Olímpicos são esportes que nem sempre estão em evidência. É ver o esforço de atletas que muitas vezes passam despercebidos em nosso dia a dia. E isso não tem preço.

Será a Olimpíada da maratona noturna. Entre sucrilhos e cervejas teremos força e ânimo para vibrar com nossa delegação? Eu creio que sim. Brasileiro ama vencer, é claro. Mas é um fã em se tratando de torcida. Que seja mais uma Olimpíada de sorte ao povo brasileiro. 

GreNal  

Aguirre e Felipão não conseguiram ainda colocar liga em Grêmio e Inter. Há o óbvio desconto por terem chegado há pouco nos clubes. Mas é preciso frisar que ambos os clubes precisam reagir. 

Espero que seja uma temporada, ao menos, de disputa por algum título. Libertadores e Sul-Americana ainda podem chegar. Embora o futebol apresentado por ambos não inspire confiança. 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

1 × cinco =