COLUNA – Nem sempre aposta dá certo

O Grêmio fez uma aposta em Tiago Nunes. Sim, uma aposta. Apesar do currículo que conta com títulos pelo Athletico Paranaense, Nunes saiu desacreditado do Corinthians. Fez um trabalho abaixo da expectativa no Timão. Se mostrou frágil em ambiente com pressão e sucumbiu as críticas da imprensa paulistana. 

No Grêmio, arrancou bem. Começou com vitorias enfileiradas e levou o time a conquista do Gauchão. Porém, depois decaiu. 

Está, a cada dia, provando que não sabe modificar um jogo que parece estar perdido. Escala o time e fica fiel ao que projetou, mesmo que o desenho da partida se mostre completamente diferente.

É aficionado por trocas que, literalmente, só muda o atleta em campo (volante por volante, lateral por lateral e assim por diante) mas que não configuram qualquer alteração tática. 

E isso está cobrando preço. O Grêmio é lanterna do campeonato e corre o risco real de cair para a segunda divisão. Não sei até que ponto a direção gremista irá sustentar Nunes. Mas, de certa forma, não se pode reclamar de falta de coerência, já que o elenco e o técnico contam com respaldo de todo o departamento de futebol.

O que me espanta é a falta de percepção de que é preciso renovar. O Grêmio tem elenco e estrutura para vencer muito mais. E tem, acima de tudo, possibilidade de pôr em prática. Nunes, talvez, não seja o nome ideal pra isso.

Preciso pontuar que considero necessária a troca de comando técnico por ver em Nunes um nome que não consegue tirar mais do elenco que tem. No Internacional, tive mais paciência com Miguel Angel Ramriez por ser uma ruptura de tudo que vinha sendo feito. Nunes pegou um elenco pré-montado e com boa possibilidade de continuidade, e, mesmo assim, tem sido um fracasso retumbante. 

E quem viria? Aposto um refrigerante em Luiz Felipe Scolari. 

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